Estava fazendo meu back-up de fotos (sim eu faço back-up!!!)
quando em uma pasta meio estranha encontrei algumas fotos bem velhas.
Fotos que nada tem a ver com o que eu ando fazendo agora, fotos mal
tiradas de gente bêbada por gente bêbada. Ainda assim elas me tocam
bem mais que qualquer quadro de museu. No meio de tantos embriagados,
estava ele e estava horrível! Com olheiras enormes e aquela cara de
mamão que foi a primeira impressão que eu tive quando o conheci.
Porque mesmo mudei de opinião? Essas coisas não consigo entender,
deveria ficar sempre com a primeira impressão, porque nesse caso eu
estava certa.
Um Mamão (com M maiúsculo). Nenhuma fruta nesse mundo o descreve tão
bem quanto essa coisa verde que fica meio mole e podre rapidinho. Ele
só fala merda, é inseguro, é tímido e para compensar tudo isso ainda é
metido e preconceituoso. Ele nunca responde meus e-mails, telefonemas
então nem atende. Todas as minhas amigas acham ele um idiota, ainda
que todas concordem que ele tem seu charme. Meus amigos têm certeza
que ele é gay, mas ainda assim ele come a menina da tv. Ele é fútil e
ele sabe disso. Ele é temperamental e adora ser excêntrico (no mal
sentido). Ele é um adolescente tardio e tem revoltas tão vazias quanto
sua vida amorosa. Ele é tudo isso mas ainda assim eu gosto dele.
Nenhum desses defeitos me atraem (tirando o dele ser meio
gayzinho...), mas eu entendo cada um deles. Ao lado dele me sinto meio
psicóloga, meio irmã, meio ídolo e meio fã. Tenho raiva de mim mesma
de não ter raiva dele e de ainda querer saber
de sua vida. Tenho raiva de ter com ele uma história que não posso
publicar. Tenho raiva por ele ser meu último amor platônico, um mal
que eu achava que tinha acabado antes dos vinte anos. E apesar de
estar com raiva, enquanto eu não conseguir beija-lo esse desejo ainda
existirá.
Ele é uma história que ficou aberta e que eu gostaria de fechar.
Então meu amor, dá pra me fazer o favor de vir aqui na Espanha me
comer? E que por favor seja péssimo... goze rápido e não suma no dia
seguinte que se não eu me apaixono de vez e essa história nunca há de
acabar.
martes, 20 de febrero de 2007
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