Do you wanna be my summer love?
Pode ser depois do teatro?
Me apunto al teatro, nos encontramos en el reloj a las 9.
Te importas irse a mi coche? Te importas irse a mi casa?
Te importa ser o pai dos meus filhos?
Te importa ser o amante dos meus sonhos?
Tengo insomnia, no puedo dormir, me siento solo en este piso vacio.
Tenho dores nas asas, já me cansa voar.
Cada maleta que hago, llevo una piedra más conmigo.
Que piensas?
Que falas demais.
Preciso de um banho...
Te necesito aqui, estoy como una niña en tus brazos.
Eu sou a menina, ainda que pareça o contrario.
No te enfades conmigo, nos vemos despues de Paris....
sábado, 20 de octubre de 2007
SERÁ?
Quando vejo seus olhinhos brilhando ao me ver e seu jeito envergonhado
de me falar, sinto inveja.
Ela é artista! Mas tem vergonha de contar!
Essas coisas não me dizes!
Não?
Quase não conversamos. Na verdade eu devo ter falado muito, mas o
vinho me impede de lembrar exactamente o que.
Vamos manter contacto, não?
Ele conheceu minha máscara mais fina. Feliz e sem medos.
Claro!
Eu o vi antes. Flirteava quando ele nem me notava.
Foi muito bom te conhecer, tu é gente boa cara!
¨ So let go, jump in, cause there's beauty in the breakdown...¨
de me falar, sinto inveja.
Ela é artista! Mas tem vergonha de contar!
Essas coisas não me dizes!
Não?
Quase não conversamos. Na verdade eu devo ter falado muito, mas o
vinho me impede de lembrar exactamente o que.
Vamos manter contacto, não?
Ele conheceu minha máscara mais fina. Feliz e sem medos.
Claro!
Eu o vi antes. Flirteava quando ele nem me notava.
Foi muito bom te conhecer, tu é gente boa cara!
¨ So let go, jump in, cause there's beauty in the breakdown...¨
ME GUSTAS PORQUE ME RECHAZAS
O que me prende a ele é a curiosidade de saber o que pasa em sua
cabeca, a vontade de decifrar seus enigmas e entender sua lógica.
Entrega-te, entrego-me.
Prefiro que muitas coisas acontecam à nao acontecer nada.
Renda-te, rendo-me.
Gosto do que dizes
Contigo aprendo uma nova lingua, a minha.
Toca-te, toca-me.
Busco em ti a tristeza que em mim existe e sou incapaz de sentir.
Esqueca-me.
Nao, agora já tirei os sapatos.
cabeca, a vontade de decifrar seus enigmas e entender sua lógica.
Entrega-te, entrego-me.
Prefiro que muitas coisas acontecam à nao acontecer nada.
Renda-te, rendo-me.
Gosto do que dizes
Contigo aprendo uma nova lingua, a minha.
Toca-te, toca-me.
Busco em ti a tristeza que em mim existe e sou incapaz de sentir.
Esqueca-me.
Nao, agora já tirei os sapatos.
HEARTSICK
Deverias estar aqui ajudando-me a construir o mundo.
Estou dirigindo na neblina, não vejo nada, desacelerei para não chegar
logo onde eu não conheço.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Estás tão perto, cheirinho de sabonete.
Tão bom te ver, mas por que está custando tanto teu sorriso?
Estou esperando a próxima volta da roda-gigante.
É grande?
Irregular, como uma montanha-russa.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Deixa eu passar por essa cortina, pular nas tuas costas, te encher de beijinhos.
Sleep on the floor...
Sou o prémio que você já conquistou várias vezes e nunca veio buscar,
só estou esperando o dia de ser levada para casa.
Park that car...
Medos e raiva buscando um colo.
Drop that phone...
Saudade.
Dream about me...
Estou dirigindo na neblina, não vejo nada, desacelerei para não chegar
logo onde eu não conheço.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Estás tão perto, cheirinho de sabonete.
Tão bom te ver, mas por que está custando tanto teu sorriso?
Estou esperando a próxima volta da roda-gigante.
É grande?
Irregular, como uma montanha-russa.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Deixa eu passar por essa cortina, pular nas tuas costas, te encher de beijinhos.
Sleep on the floor...
Sou o prémio que você já conquistou várias vezes e nunca veio buscar,
só estou esperando o dia de ser levada para casa.
Park that car...
Medos e raiva buscando um colo.
Drop that phone...
Saudade.
Dream about me...
WHEN YOU WAKE UP
La realidad muchas veces se torna aburrida y cuando esto me
pasa, vivo el sueño.
Sabia que eu sonho em te encontrar?
Mesmo?
Mesmo...
I´ll meet you on the other side.
Estou aqui, esperando você acordar.
Vem escutar minha voz, sentir meu cheiro, meu gosto... além da teoria.
Ninguém mexe tanto comigo quanto você.
Let me bother you...
I´m all yours.
pasa, vivo el sueño.
Sabia que eu sonho em te encontrar?
Mesmo?
Mesmo...
I´ll meet you on the other side.
Estou aqui, esperando você acordar.
Vem escutar minha voz, sentir meu cheiro, meu gosto... além da teoria.
Ninguém mexe tanto comigo quanto você.
Let me bother you...
I´m all yours.
LOST
E agora? Direita ou esquerda?
Nunca estive tão lost!
Would you mind of not giving me an option? Just tell me what to do.
Ela viveu como foi ensinada, seguiu todos os passos estabelecidos e
agora espera o dia da rotina. O tempo passou rápido e os caminhos
andados parecem os errados, o lugar prometido nunca chegou e cada dia
existem mais bifurcações.
Have you ever felt with no home? When the house you live in is not
yours, and the one you´ve grown up in is not any more?
Estou te esperando no chão, vou subir na sua roda-gigante e acompanhar
teus altos e baixos.
Me deixas flutuar em um copo de água limpa?
Coloque os sapatos mágicos e bata três vezes os calcanhares... é hora
de acordar.
Nunca estive tão lost!
Would you mind of not giving me an option? Just tell me what to do.
Ela viveu como foi ensinada, seguiu todos os passos estabelecidos e
agora espera o dia da rotina. O tempo passou rápido e os caminhos
andados parecem os errados, o lugar prometido nunca chegou e cada dia
existem mais bifurcações.
Have you ever felt with no home? When the house you live in is not
yours, and the one you´ve grown up in is not any more?
Estou te esperando no chão, vou subir na sua roda-gigante e acompanhar
teus altos e baixos.
Me deixas flutuar em um copo de água limpa?
Coloque os sapatos mágicos e bata três vezes os calcanhares... é hora
de acordar.
DOMINGO POR LA MAÑANA
Deixa-me encantar-te de novo.
Superman
Menina linda...
Você parece não precisar de nada.
Eu não preciso mas ainda quero, a ti.
Alguma coisa mais que eu não conheça? Outros piercings, tatoos,
cicatrizes...
No piercings, no tatoos and the only scar I had, was in the
heart... but now it´s gone.
Eu quase não acredito nele, mas adoro ouvir suas mentiras.
Nunca uma saia de bolinhas foi tão sexy...
Uma saia de bolinhas pode ser ainda mais sexy.
Foi beber água e me deixou.
Será que ele vai conseguir me surpreender um dia?
Não quero dormir, tenho medo de acordar e não ser real.
Sentrirás meus cabelos durante a noite...
Superman
Menina linda...
Você parece não precisar de nada.
Eu não preciso mas ainda quero, a ti.
Alguma coisa mais que eu não conheça? Outros piercings, tatoos,
cicatrizes...
No piercings, no tatoos and the only scar I had, was in the
heart... but now it´s gone.
Eu quase não acredito nele, mas adoro ouvir suas mentiras.
Nunca uma saia de bolinhas foi tão sexy...
Uma saia de bolinhas pode ser ainda mais sexy.
Foi beber água e me deixou.
Será que ele vai conseguir me surpreender um dia?
Não quero dormir, tenho medo de acordar e não ser real.
Sentrirás meus cabelos durante a noite...
lunes, 12 de marzo de 2007
STÉPHANE
Eu me apaixonei por ele porque ele faz coisas com as mãos,
porque ele tem essa conexão especial entre as idéias e os dedos.
I would like to go back in time. To the second I thought he was
insecure and lonelly and needed someone just like me. Now I know he
doesn´t need me.
Ele tem medo de se ferir e fere aos outros achando que assim não
fere a si mesmo mas acaba se ferindo ainda mais.
You would feel rejected even if I said that I love you, what do you
want me to do?
I want you to touch my hair.
Você não termina nada do que faz! Onde está o seu barco?
Hi I´m your neighbor, by the way, can you give me your friend´s
phone number?
Você pode falar comigo só mais um pouco, até eu dormir?
Are you there?
Un, deux, trois...
porque ele tem essa conexão especial entre as idéias e os dedos.
I would like to go back in time. To the second I thought he was
insecure and lonelly and needed someone just like me. Now I know he
doesn´t need me.
Ele tem medo de se ferir e fere aos outros achando que assim não
fere a si mesmo mas acaba se ferindo ainda mais.
You would feel rejected even if I said that I love you, what do you
want me to do?
I want you to touch my hair.
Você não termina nada do que faz! Onde está o seu barco?
Hi I´m your neighbor, by the way, can you give me your friend´s
phone number?
Você pode falar comigo só mais um pouco, até eu dormir?
Are you there?
Un, deux, trois...
OS JOVENS BEIJAM
Jogos de olhares. O sorriso sai tímido e ao mesmo tempo sedutor. Até a
aproximação final, um frio na barriga e muita mexida no cabelo. Será
que eu estou dançando direitinho? É ele mesmo quem está justo aqui
atrás? Olho e o cruzamento de olhares era o que precisava. Poucos segundos
depois ele me veio comentar sobre o som que estava muito alto. Não
poderia ser melhor o xaveco. Dizer o óbvio em uma festa é dizer:
¨Gostei de você, quer me beijar?¨. Respondi com certa naturalidade.
Uma segurança estranha havia se apoderado de mim, no fundo sei que se
a primeira impressão é boa no resto eu me garanto. Conversamos um
pouco, meus amigos foram embora. Do meio da pista fomos nos
aproximando da parede. Há quantos anos não sabia o que era uma parede!
Uma "deixa" e o beijo.
Que saudades de um beijo de verdade. Desses que tiram o fôlego, com
muita língua, muito molhado e muitos lábios. O conceito de beijar bem
já nem fazia parte da minha enciclopédia. Não sei porquê, depois de
ser gente grande me acostumei a ir quase que direto para a cama. Os
jovens não! Eles beijam! Nada de jantarzinho em restaurantes caros,
nada de me buscar em casa, nada de papo intelectualóide como
preliminares: eles beijam! E como é bom beijar em uma parede, ali bem
no meio de todo mundo fazendo inveja a quem já não beija mais.
Ainda lembro quando tinha 16 anos e ficava super sem jeito quando
diziam que eu beijava bem. Dessa vez não agüentei, precisava dizer!
Eram anos sem um beijo como aquele. ¨Nossa, que beijo gostoso¨! Acho
que ele ficou surpreso, me disse que queria haver dito o mesmo mas
ficou com medo de soar cafajeste. Talvez quando eu era jovem me diziam
isso por cafajestagem - naquele momento era a mais pura verdade. Não
lembrava de um beijo tão bom em minha vida. Poderia ficar ali por
horas a fio... mas os jovens beijam e vão. Para eles existem sempre
outras bocas a serem provadas... e o que me resta é procurar outros
jovens e outras bocas e outros beijos, porque o segundo nunca é tão
bom quanto o primeiro.
aproximação final, um frio na barriga e muita mexida no cabelo. Será
que eu estou dançando direitinho? É ele mesmo quem está justo aqui
atrás? Olho e o cruzamento de olhares era o que precisava. Poucos segundos
depois ele me veio comentar sobre o som que estava muito alto. Não
poderia ser melhor o xaveco. Dizer o óbvio em uma festa é dizer:
¨Gostei de você, quer me beijar?¨. Respondi com certa naturalidade.
Uma segurança estranha havia se apoderado de mim, no fundo sei que se
a primeira impressão é boa no resto eu me garanto. Conversamos um
pouco, meus amigos foram embora. Do meio da pista fomos nos
aproximando da parede. Há quantos anos não sabia o que era uma parede!
Uma "deixa" e o beijo.
Que saudades de um beijo de verdade. Desses que tiram o fôlego, com
muita língua, muito molhado e muitos lábios. O conceito de beijar bem
já nem fazia parte da minha enciclopédia. Não sei porquê, depois de
ser gente grande me acostumei a ir quase que direto para a cama. Os
jovens não! Eles beijam! Nada de jantarzinho em restaurantes caros,
nada de me buscar em casa, nada de papo intelectualóide como
preliminares: eles beijam! E como é bom beijar em uma parede, ali bem
no meio de todo mundo fazendo inveja a quem já não beija mais.
Ainda lembro quando tinha 16 anos e ficava super sem jeito quando
diziam que eu beijava bem. Dessa vez não agüentei, precisava dizer!
Eram anos sem um beijo como aquele. ¨Nossa, que beijo gostoso¨! Acho
que ele ficou surpreso, me disse que queria haver dito o mesmo mas
ficou com medo de soar cafajeste. Talvez quando eu era jovem me diziam
isso por cafajestagem - naquele momento era a mais pura verdade. Não
lembrava de um beijo tão bom em minha vida. Poderia ficar ali por
horas a fio... mas os jovens beijam e vão. Para eles existem sempre
outras bocas a serem provadas... e o que me resta é procurar outros
jovens e outras bocas e outros beijos, porque o segundo nunca é tão
bom quanto o primeiro.
O METRÔ
Hoje havia decidido sair sozinha. Meu vestido novo pedia
exclusividade, queria apenas a minha companhia. No entanto, quando a
noite chega o medo e a insegurança me fazem desistir do meu plano
auto-suficiente. Olho minha lista de contatos e em um desespero de
falta de opções chamo o panaca que me pediu a famosa ¨chupadinha¨ no
meio da rua. Pensei que na pior das hipóteses conseguiria uns
beijinhos e daria uns emporrões. Doce engano achar que ele não tinha
planos, três festinhas marcadas e nenhum tempo para mim. Tive que
apelar para o unico mané disponivel, rezando para que ele aceitasse a
minha sugestão de lugar.
Saí de casa toda feliz com meu novo vestido. Não fazia frio e estava
meio chuvoso. No caminho lembrei que em um outro dia como esse, alguém
mais interessante me esperava no metrô. Deixei o pensamento passar com
os minutos e fui atrás do mané. Ele perguntou para onde eu queria ir e
eu prontamente cuspi a resposta: ¨Calle Huertas¨. Não pensei muito
antes de dizer mas incoscientemente sabia que naquela rua os bares
eram minimamente interessantes. Acabei no Populart para não arriscar. Não
tinha nem idéia do que ia rolar, mas algo bom tinha que ser. Enquanto
isso meu acompanhante reclamava do preço da cerveja e da média de
idade. Duas coisas que me fazem brochar: pão-durismo descarado e
imaturidade. Neste exato momento percebi que eu adoraria
realmente estar sozinha. A música era linda, um jazz super sensual em uma
voz feminina. Agradeci pelo silêncio pedido e pude degustar do local
comigo mesma. Infelizmente a boa vontade alheia durou pouco, o mané
não conseguiu se agüentar. Justo no momento mais bonito da noite veio
com o comentário: ¨Sabia que a Bruna surfistinha vai vir a Madrid para
uma noite de autógrafos? Você que anda com esse
povo artista, conhece ela?¨ Não convém comentar minha resposta, mas
pode-se dizer que não foi bonita. Dei graças a Deus pelo show acabar
logo. Apesar de ter adorado, não estava mais suportando uma pessoa ao
meu lado que não sabe o significado do silêncio.
Eram quase uma e meia da madrugada, me livrei do indivíduo e fui
correndo pegar o último metrô. Embora não houvesse ninguém me
esperando na última estação estava feliz por chegar ali. Apesar de ser
o lugar onde sou obrigada a conviver com meus pensamentos e que um dia
foi o símbolo do meu pânico, hoje lembro que pode ser também um bom
lugar para escrever uma linda canção ... espero um dia poder
escuta-la.
exclusividade, queria apenas a minha companhia. No entanto, quando a
noite chega o medo e a insegurança me fazem desistir do meu plano
auto-suficiente. Olho minha lista de contatos e em um desespero de
falta de opções chamo o panaca que me pediu a famosa ¨chupadinha¨ no
meio da rua. Pensei que na pior das hipóteses conseguiria uns
beijinhos e daria uns emporrões. Doce engano achar que ele não tinha
planos, três festinhas marcadas e nenhum tempo para mim. Tive que
apelar para o unico mané disponivel, rezando para que ele aceitasse a
minha sugestão de lugar.
Saí de casa toda feliz com meu novo vestido. Não fazia frio e estava
meio chuvoso. No caminho lembrei que em um outro dia como esse, alguém
mais interessante me esperava no metrô. Deixei o pensamento passar com
os minutos e fui atrás do mané. Ele perguntou para onde eu queria ir e
eu prontamente cuspi a resposta: ¨Calle Huertas¨. Não pensei muito
antes de dizer mas incoscientemente sabia que naquela rua os bares
eram minimamente interessantes. Acabei no Populart para não arriscar. Não
tinha nem idéia do que ia rolar, mas algo bom tinha que ser. Enquanto
isso meu acompanhante reclamava do preço da cerveja e da média de
idade. Duas coisas que me fazem brochar: pão-durismo descarado e
imaturidade. Neste exato momento percebi que eu adoraria
realmente estar sozinha. A música era linda, um jazz super sensual em uma
voz feminina. Agradeci pelo silêncio pedido e pude degustar do local
comigo mesma. Infelizmente a boa vontade alheia durou pouco, o mané
não conseguiu se agüentar. Justo no momento mais bonito da noite veio
com o comentário: ¨Sabia que a Bruna surfistinha vai vir a Madrid para
uma noite de autógrafos? Você que anda com esse
povo artista, conhece ela?¨ Não convém comentar minha resposta, mas
pode-se dizer que não foi bonita. Dei graças a Deus pelo show acabar
logo. Apesar de ter adorado, não estava mais suportando uma pessoa ao
meu lado que não sabe o significado do silêncio.
Eram quase uma e meia da madrugada, me livrei do indivíduo e fui
correndo pegar o último metrô. Embora não houvesse ninguém me
esperando na última estação estava feliz por chegar ali. Apesar de ser
o lugar onde sou obrigada a conviver com meus pensamentos e que um dia
foi o símbolo do meu pânico, hoje lembro que pode ser também um bom
lugar para escrever uma linda canção ... espero um dia poder
escuta-la.
REAL
Já passaram mais de dois meses desde a última vez que nos
vimos. Não sei bem por quê sua imagem tem aparecido na minha mente.
Talvez pela minha solitude, talvez por guardar boas lembranças, talvez
por ele ter deixado um gostinho de quero mais. Apesar da distância e
da falta de assunto resolvo dizer um olá virtual. Na verdade nem
esperava resposta no seu status de ausente e quando a recebo fico sem
saber o que dizer. Pergunto como está e tento contar o que tenho
feito. Trocamos arte e por ela entro um pouco no seu mundo. Percebo
que usamos a mesma lente e temos impressões muito parecidas do caos da
vida. Não consigo parar de me perguntar como pessoas assim passam por
mim e eu simplesmente deixo ir. Pego-me procurando clones quando eu
simplesmente poderia ter sido mais competente em não assustar o
original.
Que máscara é essa que uso e pareço tão ameaçadora? Mais uma vez
escrevendo sobre alguém que deixou seu gosto em minha boca e partiu
sem dizer adeus. Em que parte eu deixei desandar? O que será pior,
provar e perder ou morrer sem saber que gosto tem? As vezes tenho a
impressão que fui destinada a ter amostras de tudo que é bom, sem
nunca ter por completo. Ou quem sabe me especializei em idealizar
contos de fadas urbanos, com inícios reais e finais imaginários. Hoje
comprei meu vestido de princesa, com ele espero encontrar algo além de
um começo... quem sabe até um final, de preferência feliz.
vimos. Não sei bem por quê sua imagem tem aparecido na minha mente.
Talvez pela minha solitude, talvez por guardar boas lembranças, talvez
por ele ter deixado um gostinho de quero mais. Apesar da distância e
da falta de assunto resolvo dizer um olá virtual. Na verdade nem
esperava resposta no seu status de ausente e quando a recebo fico sem
saber o que dizer. Pergunto como está e tento contar o que tenho
feito. Trocamos arte e por ela entro um pouco no seu mundo. Percebo
que usamos a mesma lente e temos impressões muito parecidas do caos da
vida. Não consigo parar de me perguntar como pessoas assim passam por
mim e eu simplesmente deixo ir. Pego-me procurando clones quando eu
simplesmente poderia ter sido mais competente em não assustar o
original.
Que máscara é essa que uso e pareço tão ameaçadora? Mais uma vez
escrevendo sobre alguém que deixou seu gosto em minha boca e partiu
sem dizer adeus. Em que parte eu deixei desandar? O que será pior,
provar e perder ou morrer sem saber que gosto tem? As vezes tenho a
impressão que fui destinada a ter amostras de tudo que é bom, sem
nunca ter por completo. Ou quem sabe me especializei em idealizar
contos de fadas urbanos, com inícios reais e finais imaginários. Hoje
comprei meu vestido de princesa, com ele espero encontrar algo além de
um começo... quem sabe até um final, de preferência feliz.
QUEM É VOCÊ?
Quem é você que apareceu assim sem pedir licença? Que confundiu minha
vida justamente quando estava mais organizada. Que me fez perceber que
eu quero à alguém além de mim mesma. Que me faz pensar oniricamente e
sonhar com obras de arte. Você que me molha com sua voz as duas da
manhã. Que me inspira a criar e me completa. Que me sente por
telepatia e me prova em palavras.
Quem diabos é você que nem é real e me atormenta tanto? Que insiste em
me encontrar no meio da rua mesmo com um oceano de distância. Que
entra na minha caminha apertada enquanto eu durmo e não me deixa
acordar. Meu gosto já tem gosto de você e eu nem sei que gosto você
tem. Deixa-me provar, que eu preciso de você pra me conhecer melhor.
vida justamente quando estava mais organizada. Que me fez perceber que
eu quero à alguém além de mim mesma. Que me faz pensar oniricamente e
sonhar com obras de arte. Você que me molha com sua voz as duas da
manhã. Que me inspira a criar e me completa. Que me sente por
telepatia e me prova em palavras.
Quem diabos é você que nem é real e me atormenta tanto? Que insiste em
me encontrar no meio da rua mesmo com um oceano de distância. Que
entra na minha caminha apertada enquanto eu durmo e não me deixa
acordar. Meu gosto já tem gosto de você e eu nem sei que gosto você
tem. Deixa-me provar, que eu preciso de você pra me conhecer melhor.
martes, 20 de febrero de 2007
A VOLTA
Tens certeza que queres voltar? Me deixastes porque não me
entendias e creio que hoje me entendes todavia menos. Se quando
estavamos juntos eu era louca, hoje sou mais ainda. Hoje creio que
esta dita loucura é meu dom, meu maior presente. Tens certeza que
queres voltar? Vais suportar meus surtos criativos, sumiços
inesperados e picos de humor? Vais conseguir aguentar minhas mundanças
de opiniões e incertezas quanto ao meu querer? Vais cuidar do que eu
não cuido sem me culpar por isso? Vais me querer sendo um e aceitar
que as vezes eu não sou sua?
Não sei se quero voltar... Ainda te amo, sempre te amei, mas não sei
se é este amor que preciso para estarmos juntos. Ao teu lado me amei
menos, me podei mais, fui menos feliz. Ao teu lado queria ser normal e
cumprir normas está contra a minha natureza. Tens certeza que queres
voltar? E se eu acordo com vontade de patinar descalça no gelo, me
acompanhas? E se eu tiver com vontade de visitar um hospital você me
leva? E não vai ter ciúmes das minhas fotos mais provocativas? E se eu
te ligar da França depois de ter saído para comprar pão, cuidas de
nossos filhos? Ou nossos cachorros...
Não sei se quero voltar... Não sei se quero que voltes... A chave
está embaixo da porta, certas coisas não mudaram, só as importantes...
entendias e creio que hoje me entendes todavia menos. Se quando
estavamos juntos eu era louca, hoje sou mais ainda. Hoje creio que
esta dita loucura é meu dom, meu maior presente. Tens certeza que
queres voltar? Vais suportar meus surtos criativos, sumiços
inesperados e picos de humor? Vais conseguir aguentar minhas mundanças
de opiniões e incertezas quanto ao meu querer? Vais cuidar do que eu
não cuido sem me culpar por isso? Vais me querer sendo um e aceitar
que as vezes eu não sou sua?
Não sei se quero voltar... Ainda te amo, sempre te amei, mas não sei
se é este amor que preciso para estarmos juntos. Ao teu lado me amei
menos, me podei mais, fui menos feliz. Ao teu lado queria ser normal e
cumprir normas está contra a minha natureza. Tens certeza que queres
voltar? E se eu acordo com vontade de patinar descalça no gelo, me
acompanhas? E se eu tiver com vontade de visitar um hospital você me
leva? E não vai ter ciúmes das minhas fotos mais provocativas? E se eu
te ligar da França depois de ter saído para comprar pão, cuidas de
nossos filhos? Ou nossos cachorros...
Não sei se quero voltar... Não sei se quero que voltes... A chave
está embaixo da porta, certas coisas não mudaram, só as importantes...
ARIS
Um sorriso enorme! Era seu aniversário e ao ver os brigadeiros
não poderia fazer outra coisa que não sorrir. Fomos a um lugar mágico
e o sol brilhava. O calor de seus raios contrastava com o frio da
relva em que deitamos. Tudo estaria perfeito se não fosse pelo
constrangimento em manter-nos calados. O momento pedia silêncio, mas
ele não conseguia perdurar por mais que alguns segundos. O nervosismo
e falta de cumplicidade nos deixavam falando como loucos, assuntos
claramentes desinteressantes. Queriamos essa paz, queriamos falar além
das palavras, mas não conseguimos.
Ao tomar um café mais uma surpresa. O que parecia uma simples biboca,
resultou em um recinto cheio de insinuações do destino. Um bar vazio,
um aglomerado de camas em volta de mesas de chá. A luz entrava por
janelas e as sombras simétricas se projetavam sobre nossos rostos.
Estavamos deitados sem mais nada que fazer, sem mais nada que falar. A
tensão mais uma vez nos tirou a perfeição do momento. Não conseguimos
calar, não conseguimos olhar-nos nos olhos, não conseguimos tocar-nos
com o carinho. Duas horas nesta posição e já não tinhamos mais assunto
por menos interessante que fosse. Voltamos o longo caminho à casa. O
sol já baixava e a luz cálida do entardecer nos deixava minimamente
calados. O caminhar nos ocupava.
O convite para comer foi inevitável, mas ao mesmo tempo
desconfortável. No fundo estávamos cansados de nós mesmos. Fomos ao
seu apartamento e mais uma situação incômoda. O conflito entre nossa
vontade instintiva e o socialmente correto me deixava cada vez mais
tensa e uma dor de cabeça infernal começou a tomar conta de mim.
Quando finalmente me despedi seu alívio foi evidente. A falsa
afinidade de interesses nos une como grandes amigos, mas no fundo,
tanto eu como ele, sabemos que o lugar de sua boca é arrancando a
minha calcinha com os dentes.
não poderia fazer outra coisa que não sorrir. Fomos a um lugar mágico
e o sol brilhava. O calor de seus raios contrastava com o frio da
relva em que deitamos. Tudo estaria perfeito se não fosse pelo
constrangimento em manter-nos calados. O momento pedia silêncio, mas
ele não conseguia perdurar por mais que alguns segundos. O nervosismo
e falta de cumplicidade nos deixavam falando como loucos, assuntos
claramentes desinteressantes. Queriamos essa paz, queriamos falar além
das palavras, mas não conseguimos.
Ao tomar um café mais uma surpresa. O que parecia uma simples biboca,
resultou em um recinto cheio de insinuações do destino. Um bar vazio,
um aglomerado de camas em volta de mesas de chá. A luz entrava por
janelas e as sombras simétricas se projetavam sobre nossos rostos.
Estavamos deitados sem mais nada que fazer, sem mais nada que falar. A
tensão mais uma vez nos tirou a perfeição do momento. Não conseguimos
calar, não conseguimos olhar-nos nos olhos, não conseguimos tocar-nos
com o carinho. Duas horas nesta posição e já não tinhamos mais assunto
por menos interessante que fosse. Voltamos o longo caminho à casa. O
sol já baixava e a luz cálida do entardecer nos deixava minimamente
calados. O caminhar nos ocupava.
O convite para comer foi inevitável, mas ao mesmo tempo
desconfortável. No fundo estávamos cansados de nós mesmos. Fomos ao
seu apartamento e mais uma situação incômoda. O conflito entre nossa
vontade instintiva e o socialmente correto me deixava cada vez mais
tensa e uma dor de cabeça infernal começou a tomar conta de mim.
Quando finalmente me despedi seu alívio foi evidente. A falsa
afinidade de interesses nos une como grandes amigos, mas no fundo,
tanto eu como ele, sabemos que o lugar de sua boca é arrancando a
minha calcinha com os dentes.
GAME STARTED
Ligar assim que recebeu meu número perguntando se tenho planos para hoje: +1.
Aceitar ir a um concerto de jazz porque adora: +1
Mandar eu dar um perdido e me ligar de volta para eu não gastar ligação: +1
Estar na Espanha fazendo um curso de engenharia de audio: +2
Sorriso lindo: +3
Barriga tanquinho: +2 (ultimamente isso tem sido importante)
Fumar maconha regularmente: -1
Não usar nenhuma outra droga: +1
Ter surtado aos vinte e poucos anos: +3
Não ter surtado o suficiente: -1
Fumar: +1 (odeio gente que me reprime)
Fumar muito: -2 (não gosto do cheiro)
Ser gatinho: +1 (isso não é tão importante, mas ajuda)
Ter 22 anos: +1 (ando meio papa anjo)
Ter a maturidade dos 22 anos: -2
Ter vivido no Rio e saber bem soltar um xaveco carioca: +1
Ter 3 horas de papo antes do show começar: +1
Me beijar na primeira encarada: +3
Me levar para uma parede: +2
Beijar muito bem: +5
Abrir o ziper nos primeiros 5 minutos no meio da rua: -3
Ter uma pegada forte: +2
Sentir o show de jazz: +1
Tocar gaita: +1
Me oferecer uma bebida: +1
Fazer uma massagem nos meus ombros: +3 (ponto fraco)
Me levar para rua para dar uns beijos depois do show: +1
Continuar na rua: -2 (pegação em público tem limite)
Puxar meu cabelo muito forte: -1 (depois do formol eles estão fraquinhos)
Mão boba: +1
Mão sem noção: -3
Ficar com cara de bunda como se eu tivesse obrigação de ceder a tudo: -3
Comentar de outras mulheres: -4 (não pretendo me ser a única, mas dá
pra fingir pelo menos enquanto está comigo?)
Pedir uma ¨chupadinha¨ na privacidade de uma porta de garagem: PEN
PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN
GAME OVER
¨Meu amor, tenho que ir embora, amanhã acordo cedo para ver desenho animado.¨
Aceitar ir a um concerto de jazz porque adora: +1
Mandar eu dar um perdido e me ligar de volta para eu não gastar ligação: +1
Estar na Espanha fazendo um curso de engenharia de audio: +2
Sorriso lindo: +3
Barriga tanquinho: +2 (ultimamente isso tem sido importante)
Fumar maconha regularmente: -1
Não usar nenhuma outra droga: +1
Ter surtado aos vinte e poucos anos: +3
Não ter surtado o suficiente: -1
Fumar: +1 (odeio gente que me reprime)
Fumar muito: -2 (não gosto do cheiro)
Ser gatinho: +1 (isso não é tão importante, mas ajuda)
Ter 22 anos: +1 (ando meio papa anjo)
Ter a maturidade dos 22 anos: -2
Ter vivido no Rio e saber bem soltar um xaveco carioca: +1
Ter 3 horas de papo antes do show começar: +1
Me beijar na primeira encarada: +3
Me levar para uma parede: +2
Beijar muito bem: +5
Abrir o ziper nos primeiros 5 minutos no meio da rua: -3
Ter uma pegada forte: +2
Sentir o show de jazz: +1
Tocar gaita: +1
Me oferecer uma bebida: +1
Fazer uma massagem nos meus ombros: +3 (ponto fraco)
Me levar para rua para dar uns beijos depois do show: +1
Continuar na rua: -2 (pegação em público tem limite)
Puxar meu cabelo muito forte: -1 (depois do formol eles estão fraquinhos)
Mão boba: +1
Mão sem noção: -3
Ficar com cara de bunda como se eu tivesse obrigação de ceder a tudo: -3
Comentar de outras mulheres: -4 (não pretendo me ser a única, mas dá
pra fingir pelo menos enquanto está comigo?)
Pedir uma ¨chupadinha¨ na privacidade de uma porta de garagem: PEN
PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN
GAME OVER
¨Meu amor, tenho que ir embora, amanhã acordo cedo para ver desenho animado.¨
ME COMA
Estava fazendo meu back-up de fotos (sim eu faço back-up!!!)
quando em uma pasta meio estranha encontrei algumas fotos bem velhas.
Fotos que nada tem a ver com o que eu ando fazendo agora, fotos mal
tiradas de gente bêbada por gente bêbada. Ainda assim elas me tocam
bem mais que qualquer quadro de museu. No meio de tantos embriagados,
estava ele e estava horrível! Com olheiras enormes e aquela cara de
mamão que foi a primeira impressão que eu tive quando o conheci.
Porque mesmo mudei de opinião? Essas coisas não consigo entender,
deveria ficar sempre com a primeira impressão, porque nesse caso eu
estava certa.
Um Mamão (com M maiúsculo). Nenhuma fruta nesse mundo o descreve tão
bem quanto essa coisa verde que fica meio mole e podre rapidinho. Ele
só fala merda, é inseguro, é tímido e para compensar tudo isso ainda é
metido e preconceituoso. Ele nunca responde meus e-mails, telefonemas
então nem atende. Todas as minhas amigas acham ele um idiota, ainda
que todas concordem que ele tem seu charme. Meus amigos têm certeza
que ele é gay, mas ainda assim ele come a menina da tv. Ele é fútil e
ele sabe disso. Ele é temperamental e adora ser excêntrico (no mal
sentido). Ele é um adolescente tardio e tem revoltas tão vazias quanto
sua vida amorosa. Ele é tudo isso mas ainda assim eu gosto dele.
Nenhum desses defeitos me atraem (tirando o dele ser meio
gayzinho...), mas eu entendo cada um deles. Ao lado dele me sinto meio
psicóloga, meio irmã, meio ídolo e meio fã. Tenho raiva de mim mesma
de não ter raiva dele e de ainda querer saber
de sua vida. Tenho raiva de ter com ele uma história que não posso
publicar. Tenho raiva por ele ser meu último amor platônico, um mal
que eu achava que tinha acabado antes dos vinte anos. E apesar de
estar com raiva, enquanto eu não conseguir beija-lo esse desejo ainda
existirá.
Ele é uma história que ficou aberta e que eu gostaria de fechar.
Então meu amor, dá pra me fazer o favor de vir aqui na Espanha me
comer? E que por favor seja péssimo... goze rápido e não suma no dia
seguinte que se não eu me apaixono de vez e essa história nunca há de
acabar.
quando em uma pasta meio estranha encontrei algumas fotos bem velhas.
Fotos que nada tem a ver com o que eu ando fazendo agora, fotos mal
tiradas de gente bêbada por gente bêbada. Ainda assim elas me tocam
bem mais que qualquer quadro de museu. No meio de tantos embriagados,
estava ele e estava horrível! Com olheiras enormes e aquela cara de
mamão que foi a primeira impressão que eu tive quando o conheci.
Porque mesmo mudei de opinião? Essas coisas não consigo entender,
deveria ficar sempre com a primeira impressão, porque nesse caso eu
estava certa.
Um Mamão (com M maiúsculo). Nenhuma fruta nesse mundo o descreve tão
bem quanto essa coisa verde que fica meio mole e podre rapidinho. Ele
só fala merda, é inseguro, é tímido e para compensar tudo isso ainda é
metido e preconceituoso. Ele nunca responde meus e-mails, telefonemas
então nem atende. Todas as minhas amigas acham ele um idiota, ainda
que todas concordem que ele tem seu charme. Meus amigos têm certeza
que ele é gay, mas ainda assim ele come a menina da tv. Ele é fútil e
ele sabe disso. Ele é temperamental e adora ser excêntrico (no mal
sentido). Ele é um adolescente tardio e tem revoltas tão vazias quanto
sua vida amorosa. Ele é tudo isso mas ainda assim eu gosto dele.
Nenhum desses defeitos me atraem (tirando o dele ser meio
gayzinho...), mas eu entendo cada um deles. Ao lado dele me sinto meio
psicóloga, meio irmã, meio ídolo e meio fã. Tenho raiva de mim mesma
de não ter raiva dele e de ainda querer saber
de sua vida. Tenho raiva de ter com ele uma história que não posso
publicar. Tenho raiva por ele ser meu último amor platônico, um mal
que eu achava que tinha acabado antes dos vinte anos. E apesar de
estar com raiva, enquanto eu não conseguir beija-lo esse desejo ainda
existirá.
Ele é uma história que ficou aberta e que eu gostaria de fechar.
Então meu amor, dá pra me fazer o favor de vir aqui na Espanha me
comer? E que por favor seja péssimo... goze rápido e não suma no dia
seguinte que se não eu me apaixono de vez e essa história nunca há de
acabar.
domingo, 18 de febrero de 2007
VESTIDINHO OP ART
Saudades dos homens fáceis. Saudades do carioca. Saudades dos
argentinos. Saudades de não precisar mais que olhar para trás, jogar
os cabelos e dar um sorriso para triunfar. No que é fácil eu me
divirto, me sinto bem e não me apaixono. Esse maldito choque de
culturas. ¨Hombre Iberico un carajo¨. Eu quero um sudaca mesmo, que
não me dê trabalho, que seja previsível, que me dê espaço para eu
sumir no dia seguinte e não ele.
Aqui eu tenho que virar de costas para não intimidar. Não posso virar
tanto para não espantar. Aqui todo mundo tem cara de ser ruim de cama,
mas ainda assim me dá vontade de ensinar. Eu tenho boas intenções, não
estou em busca de passaporte nem estou afim de difamar ainda mais as
brasileiras, mas seria pedir muito que esse idiotas agissem um
pouquinho mais rápido?
Saudades de querer o estranho da turma, porque eu acho que talvez
hoje eu conseguiria. Mas não, junto com a escova progressiva veio a
futilidade e uma barriguinha tanquinho nunca pareceu tão atraente.
Saudades de querer compensar a minha falta de cultura com a inteligência
alheia. Agora os intelectuais demais me intimidam e eu não gosto mais
de me sentir burra ao lado de alguém. Saudades de querer o pai que eu
nunca tive, depois de alguns anos estou preferindo o filho que eu
deixei para depois. Os mais novos me parecem mais simples, têm mais
testosterona e entendem menos as mulheres, o que me dá espaço para
ensinar do meu jeito.
Saudades de quando eu me conformava em amores platônicos, agora quero
pele e não me aquieto até conseguir. Quero meus amigos me querendo,
quero até os pedreiros me chamando de guapa. Não recuso nem o
guarda-chuva que o ambulante me deu de presente ao me ver ensopada
pela rua. Elogios são sempre bem vindo e não recuso de ninguém. Mas
quanto mais eu acho que eu possa, mais carente eu me pego. No fim das
contas quem ficou o sábado a noite em casa fui eu, mesmo tendo saído a
semana toda. Sábado a noite em casa é coisa de mulher carente, ainda
mais quando a mesma está pensando no que perdeu na sexta.
Saudades de querer de longe, de querer pouco, de me conformar comigo
mesma. Agora vinte dias em Madrid sem ninguém já me parece um conto
trágico. A vida de Barbie é dura, mas apesar da saudade não volto a
ser esquisitinha nem a pau. Ser boneca nem sempre é fácil, mas admito
que entre altos e baixos, esses são ao menos mais rápidos. E além
disso, posso sempre contar com meu vestidinho op arte que é
absolutamente infalível! Amanhã ele entra em ação!
argentinos. Saudades de não precisar mais que olhar para trás, jogar
os cabelos e dar um sorriso para triunfar. No que é fácil eu me
divirto, me sinto bem e não me apaixono. Esse maldito choque de
culturas. ¨Hombre Iberico un carajo¨. Eu quero um sudaca mesmo, que
não me dê trabalho, que seja previsível, que me dê espaço para eu
sumir no dia seguinte e não ele.
Aqui eu tenho que virar de costas para não intimidar. Não posso virar
tanto para não espantar. Aqui todo mundo tem cara de ser ruim de cama,
mas ainda assim me dá vontade de ensinar. Eu tenho boas intenções, não
estou em busca de passaporte nem estou afim de difamar ainda mais as
brasileiras, mas seria pedir muito que esse idiotas agissem um
pouquinho mais rápido?
Saudades de querer o estranho da turma, porque eu acho que talvez
hoje eu conseguiria. Mas não, junto com a escova progressiva veio a
futilidade e uma barriguinha tanquinho nunca pareceu tão atraente.
Saudades de querer compensar a minha falta de cultura com a inteligência
alheia. Agora os intelectuais demais me intimidam e eu não gosto mais
de me sentir burra ao lado de alguém. Saudades de querer o pai que eu
nunca tive, depois de alguns anos estou preferindo o filho que eu
deixei para depois. Os mais novos me parecem mais simples, têm mais
testosterona e entendem menos as mulheres, o que me dá espaço para
ensinar do meu jeito.
Saudades de quando eu me conformava em amores platônicos, agora quero
pele e não me aquieto até conseguir. Quero meus amigos me querendo,
quero até os pedreiros me chamando de guapa. Não recuso nem o
guarda-chuva que o ambulante me deu de presente ao me ver ensopada
pela rua. Elogios são sempre bem vindo e não recuso de ninguém. Mas
quanto mais eu acho que eu possa, mais carente eu me pego. No fim das
contas quem ficou o sábado a noite em casa fui eu, mesmo tendo saído a
semana toda. Sábado a noite em casa é coisa de mulher carente, ainda
mais quando a mesma está pensando no que perdeu na sexta.
Saudades de querer de longe, de querer pouco, de me conformar comigo
mesma. Agora vinte dias em Madrid sem ninguém já me parece um conto
trágico. A vida de Barbie é dura, mas apesar da saudade não volto a
ser esquisitinha nem a pau. Ser boneca nem sempre é fácil, mas admito
que entre altos e baixos, esses são ao menos mais rápidos. E além
disso, posso sempre contar com meu vestidinho op arte que é
absolutamente infalível! Amanhã ele entra em ação!
BRINDES
O primeiro brinde é sempre o mais cheio. Umas 15 cervejas
comemoravam o começo oficial do fim de semana madrilenho. Aos poucos
começava a me sentir parte do grupo tão fechado. Forcei a barra, mas
finalmente estava somente entre espanhóis. Nada mais de guetos
gringos, estava no caminho para conhecer a essência desse país: Seu
povo, seus homens.
Ainda que meio sem jeito, o segundo brinde já vem mais fácil. Os
primeiros copos se vão e a conversa se torna mais pessoal. Já não se
fala mais de fotografia, o assunto da vez é a diferença entre homens
e mulheres. Começo a tentar entender o que ele quer, me disse que
gostava de garotas tímidas, o que não é nenhum esforço pois já sou.
Uma outra sugere que poderia dar todos os passos de como ficar comigo
mesmo sem me conhecer pois todas as mulheres afinal são iguais. Em tom
de brincadeira, mas com o sorriso que confessa a intenção diz que quer
tentar. Alguns olhares, alguns sorrisos mais.
O terceiro brinde vou com ele buscar. Os toques acontecem, quase que
sem querer, daqueles que dão choque. Mais algumas indiretas e voltamos
à mesa. Somos apenas quatro agora. Os assuntos são ainda mais
pessoais, a ¨gordinha engraçada¨ conduz a conversa. O quarto brinde já
subimos o nível para mojito. Depois de tres cañas, cinco euros nem
parecem muito por um drink. Marcamos uma caipirinha para qualquer dia,
e ele se empolga com o convite. Outro mojito, já não tinha mais
assunto, estava passando do meu limite. Mas ainda tentava continuar
andando para outro bar.
Uma coronita pra lavar o rum. Agora eramos apenas três, a gordinha
se foi. Já não acompanhava muito bem o idioma. Mais alguns toques,
algumas indiretas e alguns sorrisos. Última coronita (que eu me
lembre) e ele quando vai pagar deixa cair no chão milhões de fotos
dele com sua namorada. Ninguém comenta nada a respeito. Ele mostra uma
foto de quando tinha 17 anos para disfarçar. Já são 6 horas e o bar
está fechando. Vamos a casa dela, que fica perto.
Um estúdio, nós dois em um sofá e ela no chão. Falamos muito, eu falo
muito. Somos íntimos. Somos já amigos de infância. Ele diz que
adora meu cabelo (e eu penso até quando), cai algumas vezes no meu
colo mas se levanta logo em seguida meio sem jeito. Ela se aproxima.
Ela puxa a mão dele meio que escondido. Os dois ficam fazendo carinho
por debaixo da perna dele. Ele se esquiva as vezes, ela volta a
puxa-lo. Eles fazem carinhos nas mãos explicitamente. Eu percebo que
sou o número ímpar. Já são 10 da manhã, vou embora. Ele diz duas vezes
que vai comigo, mas afinal ela não deixa. Estou morta e sozinha
tomando o metro de volta para casa. Durmo de exausta, acordo na minha
parada. Caio na cama para não pensar. O enjoo da bebida e o sentimento
de traição me acordam poucas horas depois.
Um amigo me chama, um colo me socorre. Um colo que me queria naquele
dia. Minha ressaca moral alivia. Mas ainda me sinto traída. Mais
traída do que quando realmente fui. Ainda tenho esperanças de
conquista-lo, mas aquela noite me pertencia. Ele é meu e
eu tenho medo dessa certeza, pois ela não me deixa segura. Não posso
crer que tenho que esperar até terça para vê-lo. Tenho medo. Tenho
medo que até terça ele já tenha se esquecido que é de mim que ele
gosta.
comemoravam o começo oficial do fim de semana madrilenho. Aos poucos
começava a me sentir parte do grupo tão fechado. Forcei a barra, mas
finalmente estava somente entre espanhóis. Nada mais de guetos
gringos, estava no caminho para conhecer a essência desse país: Seu
povo, seus homens.
Ainda que meio sem jeito, o segundo brinde já vem mais fácil. Os
primeiros copos se vão e a conversa se torna mais pessoal. Já não se
fala mais de fotografia, o assunto da vez é a diferença entre homens
e mulheres. Começo a tentar entender o que ele quer, me disse que
gostava de garotas tímidas, o que não é nenhum esforço pois já sou.
Uma outra sugere que poderia dar todos os passos de como ficar comigo
mesmo sem me conhecer pois todas as mulheres afinal são iguais. Em tom
de brincadeira, mas com o sorriso que confessa a intenção diz que quer
tentar. Alguns olhares, alguns sorrisos mais.
O terceiro brinde vou com ele buscar. Os toques acontecem, quase que
sem querer, daqueles que dão choque. Mais algumas indiretas e voltamos
à mesa. Somos apenas quatro agora. Os assuntos são ainda mais
pessoais, a ¨gordinha engraçada¨ conduz a conversa. O quarto brinde já
subimos o nível para mojito. Depois de tres cañas, cinco euros nem
parecem muito por um drink. Marcamos uma caipirinha para qualquer dia,
e ele se empolga com o convite. Outro mojito, já não tinha mais
assunto, estava passando do meu limite. Mas ainda tentava continuar
andando para outro bar.
Uma coronita pra lavar o rum. Agora eramos apenas três, a gordinha
se foi. Já não acompanhava muito bem o idioma. Mais alguns toques,
algumas indiretas e alguns sorrisos. Última coronita (que eu me
lembre) e ele quando vai pagar deixa cair no chão milhões de fotos
dele com sua namorada. Ninguém comenta nada a respeito. Ele mostra uma
foto de quando tinha 17 anos para disfarçar. Já são 6 horas e o bar
está fechando. Vamos a casa dela, que fica perto.
Um estúdio, nós dois em um sofá e ela no chão. Falamos muito, eu falo
muito. Somos íntimos. Somos já amigos de infância. Ele diz que
adora meu cabelo (e eu penso até quando), cai algumas vezes no meu
colo mas se levanta logo em seguida meio sem jeito. Ela se aproxima.
Ela puxa a mão dele meio que escondido. Os dois ficam fazendo carinho
por debaixo da perna dele. Ele se esquiva as vezes, ela volta a
puxa-lo. Eles fazem carinhos nas mãos explicitamente. Eu percebo que
sou o número ímpar. Já são 10 da manhã, vou embora. Ele diz duas vezes
que vai comigo, mas afinal ela não deixa. Estou morta e sozinha
tomando o metro de volta para casa. Durmo de exausta, acordo na minha
parada. Caio na cama para não pensar. O enjoo da bebida e o sentimento
de traição me acordam poucas horas depois.
Um amigo me chama, um colo me socorre. Um colo que me queria naquele
dia. Minha ressaca moral alivia. Mas ainda me sinto traída. Mais
traída do que quando realmente fui. Ainda tenho esperanças de
conquista-lo, mas aquela noite me pertencia. Ele é meu e
eu tenho medo dessa certeza, pois ela não me deixa segura. Não posso
crer que tenho que esperar até terça para vê-lo. Tenho medo. Tenho
medo que até terça ele já tenha se esquecido que é de mim que ele
gosta.
STAY BEAUTIFUL AND SMILE
Uma crise existêncial sempre serve para reavivar traumas. Na minha
última, acabei deparando com o mais escondido deles. Acho que todo
mundo tem um desses, que estão escondidos lá em meados da adolescência
e que adormecem dentro da alma, cercados por escudos de platina. Um
belo dia, um choque arrebenta esses escudos e finalmente você acorda!
É a hora de encarar de frente o que evitou durante tanto tempo.
Meu grande trauma, como o de várias garotinhas (posso dizer a maioria
que eu conheço) não poderia ser mais clichê: Beleza. Fui uma
adolescente gordinha e feia pra cacete, tenho que admitir. Tive uma
fase tão trash que nem fotos eu tirava. Passei quase dois anos usando
aparelho e não tenho nenhum registro dessa época. Apesar de ter
emagrecido e ter virado uma pessoa até bonitinha, o esteriótipo de
feia grudou. Para compensar o fato de saber que eu nunca iria ser a
gatinha da turma, acabei virando a intelectualoide estranha. Ainda
bem que eu tive a sorte de não nascer burra, mas com o tempo comecei a
me cobrar demais também desse lado. Eu precisava ser um gênio, coisa
que minha auto-crítica nunca me deixaria por medo de tentar e
fracassar nisso também.
Foi esse o início da minha crise. Já tinha um namorado ¨perfeito¨, já
tinha sexo todo dia, já sabia que iria casar. Agora tinha que ser a
melhor fotógrafa da minha geração para ser feliz e na verdade não
conseguia nem ser uma fotógrafa medíocre. Foi quando uma bomba atômica
caiu no meu colo: Fui trocada por uma gostosa. A única coisa que
parecia certa na minha vida havia acabado e agora eu tinha que
enfrentar esse outro probleminha: Eu também não era uma gostosa. Por
mais que eu fosse inteligente, de um humor refinado, de boa família,
viajada, e com um equilíbrio emocional invejável, eu não era uma
gostosa. Por mais que eu fosse ajeitadinha, eu tive que encarar:
Ajeitadinhas são trocadas por gostosas na primeira oportunidade.
A primeira reação foi tentar pegar o primeiro gostoso que eu visse
pela frente, mas quem disse que um gostoso quer pegar uma ajeitadinha
aos cacos com a auto-estima enlamaçada no fundo do poço? Depois de
quebrar feito prato duralex (é dificil mas quando consegue
praticamente esfarela), fui juntando os caquinhos um a um para
reconstruir o que um dia havia sido um ego. Uma visita no dentista,
uma na dermatologista, uma na academia e uma na cama de um antigo ex.
Uma ajeitada no cabelo e uma visita à Argentina para renovar o
guarda-roupa e limpar a vista (viver em Recife é foda, ô povo brega)!
Dois meses depois eu tinha me enquadrado perfeitamente nos padrões de
beleza e ainda por cima era inteligente! Voltei aos vinte e dois anos
no corpo e na alma (pena que não se possa enganar o útero). Beijei
quem eu quis e quem eu não quis. Sorri para o mundo e ri da cara dele.
Foi tão fácil que deu até raiva de ter fugido por tanto tempo.
Finalmente livre! Livre para fotografar sem a cobrança de ter que ser
a melhor.
Agora a minha grande dúvida é: Patinho feio virar cisne é fácil, mas
será que é igualmente simples uma gostosa virar intelectual? Acho que
esse deveria ser o mais novo reality show: Cult MakeOver. Só não sei
se seria interessante para as redes de televisão estimular o
intelecto, deve ser muito mais lucrativo vender cosméticos que
livros.
última, acabei deparando com o mais escondido deles. Acho que todo
mundo tem um desses, que estão escondidos lá em meados da adolescência
e que adormecem dentro da alma, cercados por escudos de platina. Um
belo dia, um choque arrebenta esses escudos e finalmente você acorda!
É a hora de encarar de frente o que evitou durante tanto tempo.
Meu grande trauma, como o de várias garotinhas (posso dizer a maioria
que eu conheço) não poderia ser mais clichê: Beleza. Fui uma
adolescente gordinha e feia pra cacete, tenho que admitir. Tive uma
fase tão trash que nem fotos eu tirava. Passei quase dois anos usando
aparelho e não tenho nenhum registro dessa época. Apesar de ter
emagrecido e ter virado uma pessoa até bonitinha, o esteriótipo de
feia grudou. Para compensar o fato de saber que eu nunca iria ser a
gatinha da turma, acabei virando a intelectualoide estranha. Ainda
bem que eu tive a sorte de não nascer burra, mas com o tempo comecei a
me cobrar demais também desse lado. Eu precisava ser um gênio, coisa
que minha auto-crítica nunca me deixaria por medo de tentar e
fracassar nisso também.
Foi esse o início da minha crise. Já tinha um namorado ¨perfeito¨, já
tinha sexo todo dia, já sabia que iria casar. Agora tinha que ser a
melhor fotógrafa da minha geração para ser feliz e na verdade não
conseguia nem ser uma fotógrafa medíocre. Foi quando uma bomba atômica
caiu no meu colo: Fui trocada por uma gostosa. A única coisa que
parecia certa na minha vida havia acabado e agora eu tinha que
enfrentar esse outro probleminha: Eu também não era uma gostosa. Por
mais que eu fosse inteligente, de um humor refinado, de boa família,
viajada, e com um equilíbrio emocional invejável, eu não era uma
gostosa. Por mais que eu fosse ajeitadinha, eu tive que encarar:
Ajeitadinhas são trocadas por gostosas na primeira oportunidade.
A primeira reação foi tentar pegar o primeiro gostoso que eu visse
pela frente, mas quem disse que um gostoso quer pegar uma ajeitadinha
aos cacos com a auto-estima enlamaçada no fundo do poço? Depois de
quebrar feito prato duralex (é dificil mas quando consegue
praticamente esfarela), fui juntando os caquinhos um a um para
reconstruir o que um dia havia sido um ego. Uma visita no dentista,
uma na dermatologista, uma na academia e uma na cama de um antigo ex.
Uma ajeitada no cabelo e uma visita à Argentina para renovar o
guarda-roupa e limpar a vista (viver em Recife é foda, ô povo brega)!
Dois meses depois eu tinha me enquadrado perfeitamente nos padrões de
beleza e ainda por cima era inteligente! Voltei aos vinte e dois anos
no corpo e na alma (pena que não se possa enganar o útero). Beijei
quem eu quis e quem eu não quis. Sorri para o mundo e ri da cara dele.
Foi tão fácil que deu até raiva de ter fugido por tanto tempo.
Finalmente livre! Livre para fotografar sem a cobrança de ter que ser
a melhor.
Agora a minha grande dúvida é: Patinho feio virar cisne é fácil, mas
será que é igualmente simples uma gostosa virar intelectual? Acho que
esse deveria ser o mais novo reality show: Cult MakeOver. Só não sei
se seria interessante para as redes de televisão estimular o
intelecto, deve ser muito mais lucrativo vender cosméticos que
livros.
A ESCALA
E no caminho entre Buenos Aires e Recife, uma escala. Doze
horas esperando um vôo em pleno sábado na terra da balada: São Paulo.
Algo me chamava na madrugada e eu fui de encontro a ela. Uma tal festa
em um casarão, um povo meio esquisito e uma música meio nada a ver.
Meu vestidinho op arte colorido parecia um estandarte em meio
a tantas camisetas lisas. Muitos gays, muitos narizes empinados, muita
gente sem assunto. Em um cartão postal tão cinza, um sorriso.
Branquinho, cachinhos, jeitinho meio malandro.
Não precisou mais que alguns olhares para nos conhecermos.
Não precisou mais que alguns minutos para sermos íntimos.
Não precisou mais que um beijo para os meus pés sairem do chão.
Na despedida fiquei apenas com o seu sapatinho, em uma cinderela às avessas.
Na lembrança, ninguém nunca foi tão perfeito...
Agora busco-o com a certeza do reencontro e de que essa noite
foi apenas o ¨teaser¨ do que é o amor.
Se alguém conhecer um carioca, que mora em São Paulo, que se diz
arquiteto e parece que estuda design. Se essa figura se diz chamar
Mario e parece ter o sobrenome ¨Do Bem¨ , por favor, avise que estou
com o outro par do seu sapatinho de cristal... e que apesar de longe,
um dia pretendo devolver.
horas esperando um vôo em pleno sábado na terra da balada: São Paulo.
Algo me chamava na madrugada e eu fui de encontro a ela. Uma tal festa
em um casarão, um povo meio esquisito e uma música meio nada a ver.
Meu vestidinho op arte colorido parecia um estandarte em meio
a tantas camisetas lisas. Muitos gays, muitos narizes empinados, muita
gente sem assunto. Em um cartão postal tão cinza, um sorriso.
Branquinho, cachinhos, jeitinho meio malandro.
Não precisou mais que alguns olhares para nos conhecermos.
Não precisou mais que alguns minutos para sermos íntimos.
Não precisou mais que um beijo para os meus pés sairem do chão.
Na despedida fiquei apenas com o seu sapatinho, em uma cinderela às avessas.
Na lembrança, ninguém nunca foi tão perfeito...
Agora busco-o com a certeza do reencontro e de que essa noite
foi apenas o ¨teaser¨ do que é o amor.
Se alguém conhecer um carioca, que mora em São Paulo, que se diz
arquiteto e parece que estuda design. Se essa figura se diz chamar
Mario e parece ter o sobrenome ¨Do Bem¨ , por favor, avise que estou
com o outro par do seu sapatinho de cristal... e que apesar de longe,
um dia pretendo devolver.
viernes, 2 de febrero de 2007
martes, 30 de enero de 2007
domingo, 28 de enero de 2007
sábado, 27 de enero de 2007
jueves, 25 de enero de 2007
miércoles, 24 de enero de 2007
martes, 23 de enero de 2007
lunes, 22 de enero de 2007
domingo, 21 de enero de 2007
sábado, 20 de enero de 2007
jueves, 18 de enero de 2007
miércoles, 17 de enero de 2007
O desafio
Fazer um blog. Escrever além do que já escrevo. Descrever um processo criativo.
Fazer um vídeo. Superar os anos traumatizantes de cinema.
Fazer um vídeo. Superar os anos traumatizantes de cinema.
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