E no caminho entre Buenos Aires e Recife, uma escala. Doze
horas esperando um vôo em pleno sábado na terra da balada: São Paulo.
Algo me chamava na madrugada e eu fui de encontro a ela. Uma tal festa
em um casarão, um povo meio esquisito e uma música meio nada a ver.
Meu vestidinho op arte colorido parecia um estandarte em meio
a tantas camisetas lisas. Muitos gays, muitos narizes empinados, muita
gente sem assunto. Em um cartão postal tão cinza, um sorriso.
Branquinho, cachinhos, jeitinho meio malandro.
Não precisou mais que alguns olhares para nos conhecermos.
Não precisou mais que alguns minutos para sermos íntimos.
Não precisou mais que um beijo para os meus pés sairem do chão.
Na despedida fiquei apenas com o seu sapatinho, em uma cinderela às avessas.
Na lembrança, ninguém nunca foi tão perfeito...
Agora busco-o com a certeza do reencontro e de que essa noite
foi apenas o ¨teaser¨ do que é o amor.
Se alguém conhecer um carioca, que mora em São Paulo, que se diz
arquiteto e parece que estuda design. Se essa figura se diz chamar
Mario e parece ter o sobrenome ¨Do Bem¨ , por favor, avise que estou
com o outro par do seu sapatinho de cristal... e que apesar de longe,
um dia pretendo devolver.
domingo, 18 de febrero de 2007
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