A luz forte pela fresta da janela me acordou. Devia ser tarde.
Não sabia a hora, onde estava, muito menos o que havia feito na noite anterior.
Meu corpo nu se envolvia perfeitamente em lençóis brancos e eu me deliciava com o contato entre a minha pele e o algodão.
Era meu quarto e ele ainda cheirava a sexo. No travesseiro um perfume estranho se misturava com o cheiro de balada dos meus cabelos.
Estava muito bom para levantar, fiquei mais alguns minutos espreguiçando e tentando lembrar o que aconteceu.
Nada me veio a cabeça, mas estranhamente não sentia nenhum desespero nisso.
O clima estava agradável, meus edredons tornavam minha cama um ninho impossível de sair.
Espreguiçar... abraçar meus travesseiros... esses embaços ao acordar são impagáveis.
Naquele dia ainda mais...
Pelas minhas contas devia ser sábado e pelo silencio, os vizinhos deviam estar de férias.
A sede era o único incomodo, minha boca seca, ainda com o gosto da cerveja.
Com muita preguiça peguei a calcinha no chão e a camiseta jogada na cadeira.
Olhei no espelho e apesar do resto de maquiagem borrada não tinha olheiras, acho que dormi bastante.
Finalmente saí do quarto, e na sala o encontrei vendo tv com um copo de coca-cola na mão.
Sorri envergonhada...
¨Você é ainda mais bonita quando acorda¨
martes, 23 de diciembre de 2008
MEU INCONSCIENTE PHD
Alguns dizem que bêbado só faz merda. Na verdade o problema não é do álcool e sim do inconsciente liberado por seu efeito.
A maioria das pessoas fogem desse seu lado, ver a verdade dentro de si nem sempre é agradável. Mas ao fugir do seu inconsciente ele acaba ficando burrinho, e é justamente por isso que quando ele ¨se solta¨ sai aprontando e causando a famosa ¨ressaca moral¨.
O meu inconsciente, ao contrario, deus sabe como, acho que é PHD. Claro que ele apronta, mas nunca dá ponto sem nó. Na verdade ao invés de ressaca moral, meu ¨day after¨ é composto de boas gargalhas e muitos alívios. Queria eu ter a coragem de fazer tudo o que eu faço e falo quando estou bêbada sempre! Minha vida com certeza seria bem mais divertida e menos complicada.
É por isso que eu reitero todas as minhas afirmações da noite de ontem! Sim, seu taxista, eu estava bêbada mas eu sou legal! Cláudio, eu realmente quero mais champagne, e quero também aquelas outras coisas que eu pedi (mas que convém não repetir já que algumas são um pouco indecentes). Mr.A, eu não vou te ligar hoje e eu não vou dormir com você! Mr.B, eu realmente quero te assustar porque a 9 anos eu acho que devo te dizer ´não´, mas não sinto a menor vontade. Moço de verde, é uma pena que eu não seja da fruta que você gosta, mas a gente realmente pode um dia vir a trabalhar juntos. Sim, eu estou carente, sim eu estou feliz, si me encanta hablar en español y es una lastima que lo haga tan poco! Sim seu japa, eu estou aprendendo forró por sua causa! Sim, essa placa de ¨reservado¨ no meu traseiro é verdade!
Em uma única noite e com apenas duas garrafa de um espumante marca merda, consegui descobrir o que eu quero. Saber o que se quer não tem preço! É por isso que hoje dou um diploma de PHD ao meu inconsciente e para todo o resto, master card, :P
A maioria das pessoas fogem desse seu lado, ver a verdade dentro de si nem sempre é agradável. Mas ao fugir do seu inconsciente ele acaba ficando burrinho, e é justamente por isso que quando ele ¨se solta¨ sai aprontando e causando a famosa ¨ressaca moral¨.
O meu inconsciente, ao contrario, deus sabe como, acho que é PHD. Claro que ele apronta, mas nunca dá ponto sem nó. Na verdade ao invés de ressaca moral, meu ¨day after¨ é composto de boas gargalhas e muitos alívios. Queria eu ter a coragem de fazer tudo o que eu faço e falo quando estou bêbada sempre! Minha vida com certeza seria bem mais divertida e menos complicada.
É por isso que eu reitero todas as minhas afirmações da noite de ontem! Sim, seu taxista, eu estava bêbada mas eu sou legal! Cláudio, eu realmente quero mais champagne, e quero também aquelas outras coisas que eu pedi (mas que convém não repetir já que algumas são um pouco indecentes). Mr.A, eu não vou te ligar hoje e eu não vou dormir com você! Mr.B, eu realmente quero te assustar porque a 9 anos eu acho que devo te dizer ´não´, mas não sinto a menor vontade. Moço de verde, é uma pena que eu não seja da fruta que você gosta, mas a gente realmente pode um dia vir a trabalhar juntos. Sim, eu estou carente, sim eu estou feliz, si me encanta hablar en español y es una lastima que lo haga tan poco! Sim seu japa, eu estou aprendendo forró por sua causa! Sim, essa placa de ¨reservado¨ no meu traseiro é verdade!
Em uma única noite e com apenas duas garrafa de um espumante marca merda, consegui descobrir o que eu quero. Saber o que se quer não tem preço! É por isso que hoje dou um diploma de PHD ao meu inconsciente e para todo o resto, master card, :P
A ÚLTIMA CALCINHA DA GAVETA
Certas manias pessoais acabam denunciando uma lógica.
Hoje cheguei na minha última calcinha da gaveta. Ao chegar nesse ponto, fico pensando em como se comportam outras mulheres. Tem aquelas que nunca passam por isso pois, principalmente no Brasil, cultivou-se o hábito de lavar calcinha no chuveiro. Tem aquelas, que como eu, tem umas quarenta, afinal dá para reaproveitar qualquer tipo de roupa, menos calcinha! Mas mesmo com o número avantajado de peças, quem nunca chegou no ponto de usar um bikine por falta das dita-cujas?
Entre tantas, tem calcinha pra várias ocasiões: vestidos, calças, para sair, roupa branca, etc.. E a maneira como elas vão sumindo da gaveta denunciam muito do comportamento individual, assim como quando se come um mixto quente (primeiro a casca e depois o miolo ou em ordem crescente).
Tem aquelas calcinhas médias, que são bonitinhas e estão em um estado decente. Geralmente essas são as primeiras a sumirem. Tem as ¨beges¨, na minha opinião as mais sem graça, mas que são muito comuns nas gavetas de mulheres com mais de cinquenta e profissionais de uniforme branco em geral. Tem também as ¨super sexys¨, que algumas meninas dizem não gostar, mas independente do estilo, sempre tem uma calcinha especial para ´aquela noite que promete´. E as calcinhas ¨Vovó¨ aquelas que você só usa no dia que tem certeza que ninguém vai nem sonhar que está com ela. Como a lei de Murphy já foi mais que provada, não são muito raras as vezes que elas trocam de posição.
Enfim, chegar na última calcinha da sua gaveta, é uma excelente oportunidade de avaliar como anda sua vida. E ai? Tá faltando ou sobrando oportunidade para usar qual delas?
Hoje cheguei na minha última calcinha da gaveta. Ao chegar nesse ponto, fico pensando em como se comportam outras mulheres. Tem aquelas que nunca passam por isso pois, principalmente no Brasil, cultivou-se o hábito de lavar calcinha no chuveiro. Tem aquelas, que como eu, tem umas quarenta, afinal dá para reaproveitar qualquer tipo de roupa, menos calcinha! Mas mesmo com o número avantajado de peças, quem nunca chegou no ponto de usar um bikine por falta das dita-cujas?
Entre tantas, tem calcinha pra várias ocasiões: vestidos, calças, para sair, roupa branca, etc.. E a maneira como elas vão sumindo da gaveta denunciam muito do comportamento individual, assim como quando se come um mixto quente (primeiro a casca e depois o miolo ou em ordem crescente).
Tem aquelas calcinhas médias, que são bonitinhas e estão em um estado decente. Geralmente essas são as primeiras a sumirem. Tem as ¨beges¨, na minha opinião as mais sem graça, mas que são muito comuns nas gavetas de mulheres com mais de cinquenta e profissionais de uniforme branco em geral. Tem também as ¨super sexys¨, que algumas meninas dizem não gostar, mas independente do estilo, sempre tem uma calcinha especial para ´aquela noite que promete´. E as calcinhas ¨Vovó¨ aquelas que você só usa no dia que tem certeza que ninguém vai nem sonhar que está com ela. Como a lei de Murphy já foi mais que provada, não são muito raras as vezes que elas trocam de posição.
Enfim, chegar na última calcinha da sua gaveta, é uma excelente oportunidade de avaliar como anda sua vida. E ai? Tá faltando ou sobrando oportunidade para usar qual delas?
HOMENS
Gosto de homem que gosta de mulher.
Não apenas como meio para despejar seus espermas, mas como ser.
Gosto daquele que admira as normalidades femininas: suas mudanças de humor, suas curvas e suas características únicas.
Ele tem que admirar a todas, como um universo inalcançavel e tem que amar a cada uma como um ser especial.
Tem que gostar do cheiro e não do perfume, da pele e não da maquiagem.
Ele tem que reconhecer a sua incapacidade de compreensão total e ter facinio por seus mistérios.
Ele tem que me amar.
Me amar como eu amo ser.
Ver em mim as mesmas qualidades que eu vejo.
Me desejar cada dia: linda, descabelada, doida, suada, cheirosa, feliz, chorando, forte, frágil, mulher ou menina.
Não apenas como meio para despejar seus espermas, mas como ser.
Gosto daquele que admira as normalidades femininas: suas mudanças de humor, suas curvas e suas características únicas.
Ele tem que admirar a todas, como um universo inalcançavel e tem que amar a cada uma como um ser especial.
Tem que gostar do cheiro e não do perfume, da pele e não da maquiagem.
Ele tem que reconhecer a sua incapacidade de compreensão total e ter facinio por seus mistérios.
Ele tem que me amar.
Me amar como eu amo ser.
Ver em mim as mesmas qualidades que eu vejo.
Me desejar cada dia: linda, descabelada, doida, suada, cheirosa, feliz, chorando, forte, frágil, mulher ou menina.
GOROROBA DE POBRE
(uma receita de Angela Farias)
1 Beringela grande (0,50)
2 Tomates (0,20)
1 lata de pure de tomate (0.78)
1 lata de atum (3,20)
1/2 cebola (0,50)
Pica tudo e coloca pra cozinhar no purê de tomate.
Acompanha arroz que seu roommate deixou de ontem.
Caso a pobreza esteja grande, sem atum é igualmente bom, mas tem menos ¨sustança¨.
Caso a pobreza e a preguiça não sejam um fator, frango desfiado é uma boa.
Caso falte o arroz do roommate, enfia tudo num pão.
1 Beringela grande (0,50)
2 Tomates (0,20)
1 lata de pure de tomate (0.78)
1 lata de atum (3,20)
1/2 cebola (0,50)
Pica tudo e coloca pra cozinhar no purê de tomate.
Acompanha arroz que seu roommate deixou de ontem.
Caso a pobreza esteja grande, sem atum é igualmente bom, mas tem menos ¨sustança¨.
Caso a pobreza e a preguiça não sejam um fator, frango desfiado é uma boa.
Caso falte o arroz do roommate, enfia tudo num pão.
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