A luz forte pela fresta da janela me acordou. Devia ser tarde.
Não sabia a hora, onde estava, muito menos o que havia feito na noite anterior.
Meu corpo nu se envolvia perfeitamente em lençóis brancos e eu me deliciava com o contato entre a minha pele e o algodão.
Era meu quarto e ele ainda cheirava a sexo. No travesseiro um perfume estranho se misturava com o cheiro de balada dos meus cabelos.
Estava muito bom para levantar, fiquei mais alguns minutos espreguiçando e tentando lembrar o que aconteceu.
Nada me veio a cabeça, mas estranhamente não sentia nenhum desespero nisso.
O clima estava agradável, meus edredons tornavam minha cama um ninho impossível de sair.
Espreguiçar... abraçar meus travesseiros... esses embaços ao acordar são impagáveis.
Naquele dia ainda mais...
Pelas minhas contas devia ser sábado e pelo silencio, os vizinhos deviam estar de férias.
A sede era o único incomodo, minha boca seca, ainda com o gosto da cerveja.
Com muita preguiça peguei a calcinha no chão e a camiseta jogada na cadeira.
Olhei no espelho e apesar do resto de maquiagem borrada não tinha olheiras, acho que dormi bastante.
Finalmente saí do quarto, e na sala o encontrei vendo tv com um copo de coca-cola na mão.
Sorri envergonhada...
¨Você é ainda mais bonita quando acorda¨
martes, 23 de diciembre de 2008
MEU INCONSCIENTE PHD
Alguns dizem que bêbado só faz merda. Na verdade o problema não é do álcool e sim do inconsciente liberado por seu efeito.
A maioria das pessoas fogem desse seu lado, ver a verdade dentro de si nem sempre é agradável. Mas ao fugir do seu inconsciente ele acaba ficando burrinho, e é justamente por isso que quando ele ¨se solta¨ sai aprontando e causando a famosa ¨ressaca moral¨.
O meu inconsciente, ao contrario, deus sabe como, acho que é PHD. Claro que ele apronta, mas nunca dá ponto sem nó. Na verdade ao invés de ressaca moral, meu ¨day after¨ é composto de boas gargalhas e muitos alívios. Queria eu ter a coragem de fazer tudo o que eu faço e falo quando estou bêbada sempre! Minha vida com certeza seria bem mais divertida e menos complicada.
É por isso que eu reitero todas as minhas afirmações da noite de ontem! Sim, seu taxista, eu estava bêbada mas eu sou legal! Cláudio, eu realmente quero mais champagne, e quero também aquelas outras coisas que eu pedi (mas que convém não repetir já que algumas são um pouco indecentes). Mr.A, eu não vou te ligar hoje e eu não vou dormir com você! Mr.B, eu realmente quero te assustar porque a 9 anos eu acho que devo te dizer ´não´, mas não sinto a menor vontade. Moço de verde, é uma pena que eu não seja da fruta que você gosta, mas a gente realmente pode um dia vir a trabalhar juntos. Sim, eu estou carente, sim eu estou feliz, si me encanta hablar en español y es una lastima que lo haga tan poco! Sim seu japa, eu estou aprendendo forró por sua causa! Sim, essa placa de ¨reservado¨ no meu traseiro é verdade!
Em uma única noite e com apenas duas garrafa de um espumante marca merda, consegui descobrir o que eu quero. Saber o que se quer não tem preço! É por isso que hoje dou um diploma de PHD ao meu inconsciente e para todo o resto, master card, :P
A maioria das pessoas fogem desse seu lado, ver a verdade dentro de si nem sempre é agradável. Mas ao fugir do seu inconsciente ele acaba ficando burrinho, e é justamente por isso que quando ele ¨se solta¨ sai aprontando e causando a famosa ¨ressaca moral¨.
O meu inconsciente, ao contrario, deus sabe como, acho que é PHD. Claro que ele apronta, mas nunca dá ponto sem nó. Na verdade ao invés de ressaca moral, meu ¨day after¨ é composto de boas gargalhas e muitos alívios. Queria eu ter a coragem de fazer tudo o que eu faço e falo quando estou bêbada sempre! Minha vida com certeza seria bem mais divertida e menos complicada.
É por isso que eu reitero todas as minhas afirmações da noite de ontem! Sim, seu taxista, eu estava bêbada mas eu sou legal! Cláudio, eu realmente quero mais champagne, e quero também aquelas outras coisas que eu pedi (mas que convém não repetir já que algumas são um pouco indecentes). Mr.A, eu não vou te ligar hoje e eu não vou dormir com você! Mr.B, eu realmente quero te assustar porque a 9 anos eu acho que devo te dizer ´não´, mas não sinto a menor vontade. Moço de verde, é uma pena que eu não seja da fruta que você gosta, mas a gente realmente pode um dia vir a trabalhar juntos. Sim, eu estou carente, sim eu estou feliz, si me encanta hablar en español y es una lastima que lo haga tan poco! Sim seu japa, eu estou aprendendo forró por sua causa! Sim, essa placa de ¨reservado¨ no meu traseiro é verdade!
Em uma única noite e com apenas duas garrafa de um espumante marca merda, consegui descobrir o que eu quero. Saber o que se quer não tem preço! É por isso que hoje dou um diploma de PHD ao meu inconsciente e para todo o resto, master card, :P
A ÚLTIMA CALCINHA DA GAVETA
Certas manias pessoais acabam denunciando uma lógica.
Hoje cheguei na minha última calcinha da gaveta. Ao chegar nesse ponto, fico pensando em como se comportam outras mulheres. Tem aquelas que nunca passam por isso pois, principalmente no Brasil, cultivou-se o hábito de lavar calcinha no chuveiro. Tem aquelas, que como eu, tem umas quarenta, afinal dá para reaproveitar qualquer tipo de roupa, menos calcinha! Mas mesmo com o número avantajado de peças, quem nunca chegou no ponto de usar um bikine por falta das dita-cujas?
Entre tantas, tem calcinha pra várias ocasiões: vestidos, calças, para sair, roupa branca, etc.. E a maneira como elas vão sumindo da gaveta denunciam muito do comportamento individual, assim como quando se come um mixto quente (primeiro a casca e depois o miolo ou em ordem crescente).
Tem aquelas calcinhas médias, que são bonitinhas e estão em um estado decente. Geralmente essas são as primeiras a sumirem. Tem as ¨beges¨, na minha opinião as mais sem graça, mas que são muito comuns nas gavetas de mulheres com mais de cinquenta e profissionais de uniforme branco em geral. Tem também as ¨super sexys¨, que algumas meninas dizem não gostar, mas independente do estilo, sempre tem uma calcinha especial para ´aquela noite que promete´. E as calcinhas ¨Vovó¨ aquelas que você só usa no dia que tem certeza que ninguém vai nem sonhar que está com ela. Como a lei de Murphy já foi mais que provada, não são muito raras as vezes que elas trocam de posição.
Enfim, chegar na última calcinha da sua gaveta, é uma excelente oportunidade de avaliar como anda sua vida. E ai? Tá faltando ou sobrando oportunidade para usar qual delas?
Hoje cheguei na minha última calcinha da gaveta. Ao chegar nesse ponto, fico pensando em como se comportam outras mulheres. Tem aquelas que nunca passam por isso pois, principalmente no Brasil, cultivou-se o hábito de lavar calcinha no chuveiro. Tem aquelas, que como eu, tem umas quarenta, afinal dá para reaproveitar qualquer tipo de roupa, menos calcinha! Mas mesmo com o número avantajado de peças, quem nunca chegou no ponto de usar um bikine por falta das dita-cujas?
Entre tantas, tem calcinha pra várias ocasiões: vestidos, calças, para sair, roupa branca, etc.. E a maneira como elas vão sumindo da gaveta denunciam muito do comportamento individual, assim como quando se come um mixto quente (primeiro a casca e depois o miolo ou em ordem crescente).
Tem aquelas calcinhas médias, que são bonitinhas e estão em um estado decente. Geralmente essas são as primeiras a sumirem. Tem as ¨beges¨, na minha opinião as mais sem graça, mas que são muito comuns nas gavetas de mulheres com mais de cinquenta e profissionais de uniforme branco em geral. Tem também as ¨super sexys¨, que algumas meninas dizem não gostar, mas independente do estilo, sempre tem uma calcinha especial para ´aquela noite que promete´. E as calcinhas ¨Vovó¨ aquelas que você só usa no dia que tem certeza que ninguém vai nem sonhar que está com ela. Como a lei de Murphy já foi mais que provada, não são muito raras as vezes que elas trocam de posição.
Enfim, chegar na última calcinha da sua gaveta, é uma excelente oportunidade de avaliar como anda sua vida. E ai? Tá faltando ou sobrando oportunidade para usar qual delas?
HOMENS
Gosto de homem que gosta de mulher.
Não apenas como meio para despejar seus espermas, mas como ser.
Gosto daquele que admira as normalidades femininas: suas mudanças de humor, suas curvas e suas características únicas.
Ele tem que admirar a todas, como um universo inalcançavel e tem que amar a cada uma como um ser especial.
Tem que gostar do cheiro e não do perfume, da pele e não da maquiagem.
Ele tem que reconhecer a sua incapacidade de compreensão total e ter facinio por seus mistérios.
Ele tem que me amar.
Me amar como eu amo ser.
Ver em mim as mesmas qualidades que eu vejo.
Me desejar cada dia: linda, descabelada, doida, suada, cheirosa, feliz, chorando, forte, frágil, mulher ou menina.
Não apenas como meio para despejar seus espermas, mas como ser.
Gosto daquele que admira as normalidades femininas: suas mudanças de humor, suas curvas e suas características únicas.
Ele tem que admirar a todas, como um universo inalcançavel e tem que amar a cada uma como um ser especial.
Tem que gostar do cheiro e não do perfume, da pele e não da maquiagem.
Ele tem que reconhecer a sua incapacidade de compreensão total e ter facinio por seus mistérios.
Ele tem que me amar.
Me amar como eu amo ser.
Ver em mim as mesmas qualidades que eu vejo.
Me desejar cada dia: linda, descabelada, doida, suada, cheirosa, feliz, chorando, forte, frágil, mulher ou menina.
GOROROBA DE POBRE
(uma receita de Angela Farias)
1 Beringela grande (0,50)
2 Tomates (0,20)
1 lata de pure de tomate (0.78)
1 lata de atum (3,20)
1/2 cebola (0,50)
Pica tudo e coloca pra cozinhar no purê de tomate.
Acompanha arroz que seu roommate deixou de ontem.
Caso a pobreza esteja grande, sem atum é igualmente bom, mas tem menos ¨sustança¨.
Caso a pobreza e a preguiça não sejam um fator, frango desfiado é uma boa.
Caso falte o arroz do roommate, enfia tudo num pão.
1 Beringela grande (0,50)
2 Tomates (0,20)
1 lata de pure de tomate (0.78)
1 lata de atum (3,20)
1/2 cebola (0,50)
Pica tudo e coloca pra cozinhar no purê de tomate.
Acompanha arroz que seu roommate deixou de ontem.
Caso a pobreza esteja grande, sem atum é igualmente bom, mas tem menos ¨sustança¨.
Caso a pobreza e a preguiça não sejam um fator, frango desfiado é uma boa.
Caso falte o arroz do roommate, enfia tudo num pão.
sábado, 20 de octubre de 2007
E SE FOSSE NO PRIMEIRO DIA DE VERÃO?
Do you wanna be my summer love?
Pode ser depois do teatro?
Me apunto al teatro, nos encontramos en el reloj a las 9.
Te importas irse a mi coche? Te importas irse a mi casa?
Te importa ser o pai dos meus filhos?
Te importa ser o amante dos meus sonhos?
Tengo insomnia, no puedo dormir, me siento solo en este piso vacio.
Tenho dores nas asas, já me cansa voar.
Cada maleta que hago, llevo una piedra más conmigo.
Que piensas?
Que falas demais.
Preciso de um banho...
Te necesito aqui, estoy como una niña en tus brazos.
Eu sou a menina, ainda que pareça o contrario.
No te enfades conmigo, nos vemos despues de Paris....
Pode ser depois do teatro?
Me apunto al teatro, nos encontramos en el reloj a las 9.
Te importas irse a mi coche? Te importas irse a mi casa?
Te importa ser o pai dos meus filhos?
Te importa ser o amante dos meus sonhos?
Tengo insomnia, no puedo dormir, me siento solo en este piso vacio.
Tenho dores nas asas, já me cansa voar.
Cada maleta que hago, llevo una piedra más conmigo.
Que piensas?
Que falas demais.
Preciso de um banho...
Te necesito aqui, estoy como una niña en tus brazos.
Eu sou a menina, ainda que pareça o contrario.
No te enfades conmigo, nos vemos despues de Paris....
SERÁ?
Quando vejo seus olhinhos brilhando ao me ver e seu jeito envergonhado
de me falar, sinto inveja.
Ela é artista! Mas tem vergonha de contar!
Essas coisas não me dizes!
Não?
Quase não conversamos. Na verdade eu devo ter falado muito, mas o
vinho me impede de lembrar exactamente o que.
Vamos manter contacto, não?
Ele conheceu minha máscara mais fina. Feliz e sem medos.
Claro!
Eu o vi antes. Flirteava quando ele nem me notava.
Foi muito bom te conhecer, tu é gente boa cara!
¨ So let go, jump in, cause there's beauty in the breakdown...¨
de me falar, sinto inveja.
Ela é artista! Mas tem vergonha de contar!
Essas coisas não me dizes!
Não?
Quase não conversamos. Na verdade eu devo ter falado muito, mas o
vinho me impede de lembrar exactamente o que.
Vamos manter contacto, não?
Ele conheceu minha máscara mais fina. Feliz e sem medos.
Claro!
Eu o vi antes. Flirteava quando ele nem me notava.
Foi muito bom te conhecer, tu é gente boa cara!
¨ So let go, jump in, cause there's beauty in the breakdown...¨
ME GUSTAS PORQUE ME RECHAZAS
O que me prende a ele é a curiosidade de saber o que pasa em sua
cabeca, a vontade de decifrar seus enigmas e entender sua lógica.
Entrega-te, entrego-me.
Prefiro que muitas coisas acontecam à nao acontecer nada.
Renda-te, rendo-me.
Gosto do que dizes
Contigo aprendo uma nova lingua, a minha.
Toca-te, toca-me.
Busco em ti a tristeza que em mim existe e sou incapaz de sentir.
Esqueca-me.
Nao, agora já tirei os sapatos.
cabeca, a vontade de decifrar seus enigmas e entender sua lógica.
Entrega-te, entrego-me.
Prefiro que muitas coisas acontecam à nao acontecer nada.
Renda-te, rendo-me.
Gosto do que dizes
Contigo aprendo uma nova lingua, a minha.
Toca-te, toca-me.
Busco em ti a tristeza que em mim existe e sou incapaz de sentir.
Esqueca-me.
Nao, agora já tirei os sapatos.
HEARTSICK
Deverias estar aqui ajudando-me a construir o mundo.
Estou dirigindo na neblina, não vejo nada, desacelerei para não chegar
logo onde eu não conheço.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Estás tão perto, cheirinho de sabonete.
Tão bom te ver, mas por que está custando tanto teu sorriso?
Estou esperando a próxima volta da roda-gigante.
É grande?
Irregular, como uma montanha-russa.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Deixa eu passar por essa cortina, pular nas tuas costas, te encher de beijinhos.
Sleep on the floor...
Sou o prémio que você já conquistou várias vezes e nunca veio buscar,
só estou esperando o dia de ser levada para casa.
Park that car...
Medos e raiva buscando um colo.
Drop that phone...
Saudade.
Dream about me...
Estou dirigindo na neblina, não vejo nada, desacelerei para não chegar
logo onde eu não conheço.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Estás tão perto, cheirinho de sabonete.
Tão bom te ver, mas por que está custando tanto teu sorriso?
Estou esperando a próxima volta da roda-gigante.
É grande?
Irregular, como uma montanha-russa.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Deixa eu passar por essa cortina, pular nas tuas costas, te encher de beijinhos.
Sleep on the floor...
Sou o prémio que você já conquistou várias vezes e nunca veio buscar,
só estou esperando o dia de ser levada para casa.
Park that car...
Medos e raiva buscando um colo.
Drop that phone...
Saudade.
Dream about me...
WHEN YOU WAKE UP
La realidad muchas veces se torna aburrida y cuando esto me
pasa, vivo el sueño.
Sabia que eu sonho em te encontrar?
Mesmo?
Mesmo...
I´ll meet you on the other side.
Estou aqui, esperando você acordar.
Vem escutar minha voz, sentir meu cheiro, meu gosto... além da teoria.
Ninguém mexe tanto comigo quanto você.
Let me bother you...
I´m all yours.
pasa, vivo el sueño.
Sabia que eu sonho em te encontrar?
Mesmo?
Mesmo...
I´ll meet you on the other side.
Estou aqui, esperando você acordar.
Vem escutar minha voz, sentir meu cheiro, meu gosto... além da teoria.
Ninguém mexe tanto comigo quanto você.
Let me bother you...
I´m all yours.
LOST
E agora? Direita ou esquerda?
Nunca estive tão lost!
Would you mind of not giving me an option? Just tell me what to do.
Ela viveu como foi ensinada, seguiu todos os passos estabelecidos e
agora espera o dia da rotina. O tempo passou rápido e os caminhos
andados parecem os errados, o lugar prometido nunca chegou e cada dia
existem mais bifurcações.
Have you ever felt with no home? When the house you live in is not
yours, and the one you´ve grown up in is not any more?
Estou te esperando no chão, vou subir na sua roda-gigante e acompanhar
teus altos e baixos.
Me deixas flutuar em um copo de água limpa?
Coloque os sapatos mágicos e bata três vezes os calcanhares... é hora
de acordar.
Nunca estive tão lost!
Would you mind of not giving me an option? Just tell me what to do.
Ela viveu como foi ensinada, seguiu todos os passos estabelecidos e
agora espera o dia da rotina. O tempo passou rápido e os caminhos
andados parecem os errados, o lugar prometido nunca chegou e cada dia
existem mais bifurcações.
Have you ever felt with no home? When the house you live in is not
yours, and the one you´ve grown up in is not any more?
Estou te esperando no chão, vou subir na sua roda-gigante e acompanhar
teus altos e baixos.
Me deixas flutuar em um copo de água limpa?
Coloque os sapatos mágicos e bata três vezes os calcanhares... é hora
de acordar.
DOMINGO POR LA MAÑANA
Deixa-me encantar-te de novo.
Superman
Menina linda...
Você parece não precisar de nada.
Eu não preciso mas ainda quero, a ti.
Alguma coisa mais que eu não conheça? Outros piercings, tatoos,
cicatrizes...
No piercings, no tatoos and the only scar I had, was in the
heart... but now it´s gone.
Eu quase não acredito nele, mas adoro ouvir suas mentiras.
Nunca uma saia de bolinhas foi tão sexy...
Uma saia de bolinhas pode ser ainda mais sexy.
Foi beber água e me deixou.
Será que ele vai conseguir me surpreender um dia?
Não quero dormir, tenho medo de acordar e não ser real.
Sentrirás meus cabelos durante a noite...
Superman
Menina linda...
Você parece não precisar de nada.
Eu não preciso mas ainda quero, a ti.
Alguma coisa mais que eu não conheça? Outros piercings, tatoos,
cicatrizes...
No piercings, no tatoos and the only scar I had, was in the
heart... but now it´s gone.
Eu quase não acredito nele, mas adoro ouvir suas mentiras.
Nunca uma saia de bolinhas foi tão sexy...
Uma saia de bolinhas pode ser ainda mais sexy.
Foi beber água e me deixou.
Será que ele vai conseguir me surpreender um dia?
Não quero dormir, tenho medo de acordar e não ser real.
Sentrirás meus cabelos durante a noite...
lunes, 12 de marzo de 2007
STÉPHANE
Eu me apaixonei por ele porque ele faz coisas com as mãos,
porque ele tem essa conexão especial entre as idéias e os dedos.
I would like to go back in time. To the second I thought he was
insecure and lonelly and needed someone just like me. Now I know he
doesn´t need me.
Ele tem medo de se ferir e fere aos outros achando que assim não
fere a si mesmo mas acaba se ferindo ainda mais.
You would feel rejected even if I said that I love you, what do you
want me to do?
I want you to touch my hair.
Você não termina nada do que faz! Onde está o seu barco?
Hi I´m your neighbor, by the way, can you give me your friend´s
phone number?
Você pode falar comigo só mais um pouco, até eu dormir?
Are you there?
Un, deux, trois...
porque ele tem essa conexão especial entre as idéias e os dedos.
I would like to go back in time. To the second I thought he was
insecure and lonelly and needed someone just like me. Now I know he
doesn´t need me.
Ele tem medo de se ferir e fere aos outros achando que assim não
fere a si mesmo mas acaba se ferindo ainda mais.
You would feel rejected even if I said that I love you, what do you
want me to do?
I want you to touch my hair.
Você não termina nada do que faz! Onde está o seu barco?
Hi I´m your neighbor, by the way, can you give me your friend´s
phone number?
Você pode falar comigo só mais um pouco, até eu dormir?
Are you there?
Un, deux, trois...
OS JOVENS BEIJAM
Jogos de olhares. O sorriso sai tímido e ao mesmo tempo sedutor. Até a
aproximação final, um frio na barriga e muita mexida no cabelo. Será
que eu estou dançando direitinho? É ele mesmo quem está justo aqui
atrás? Olho e o cruzamento de olhares era o que precisava. Poucos segundos
depois ele me veio comentar sobre o som que estava muito alto. Não
poderia ser melhor o xaveco. Dizer o óbvio em uma festa é dizer:
¨Gostei de você, quer me beijar?¨. Respondi com certa naturalidade.
Uma segurança estranha havia se apoderado de mim, no fundo sei que se
a primeira impressão é boa no resto eu me garanto. Conversamos um
pouco, meus amigos foram embora. Do meio da pista fomos nos
aproximando da parede. Há quantos anos não sabia o que era uma parede!
Uma "deixa" e o beijo.
Que saudades de um beijo de verdade. Desses que tiram o fôlego, com
muita língua, muito molhado e muitos lábios. O conceito de beijar bem
já nem fazia parte da minha enciclopédia. Não sei porquê, depois de
ser gente grande me acostumei a ir quase que direto para a cama. Os
jovens não! Eles beijam! Nada de jantarzinho em restaurantes caros,
nada de me buscar em casa, nada de papo intelectualóide como
preliminares: eles beijam! E como é bom beijar em uma parede, ali bem
no meio de todo mundo fazendo inveja a quem já não beija mais.
Ainda lembro quando tinha 16 anos e ficava super sem jeito quando
diziam que eu beijava bem. Dessa vez não agüentei, precisava dizer!
Eram anos sem um beijo como aquele. ¨Nossa, que beijo gostoso¨! Acho
que ele ficou surpreso, me disse que queria haver dito o mesmo mas
ficou com medo de soar cafajeste. Talvez quando eu era jovem me diziam
isso por cafajestagem - naquele momento era a mais pura verdade. Não
lembrava de um beijo tão bom em minha vida. Poderia ficar ali por
horas a fio... mas os jovens beijam e vão. Para eles existem sempre
outras bocas a serem provadas... e o que me resta é procurar outros
jovens e outras bocas e outros beijos, porque o segundo nunca é tão
bom quanto o primeiro.
aproximação final, um frio na barriga e muita mexida no cabelo. Será
que eu estou dançando direitinho? É ele mesmo quem está justo aqui
atrás? Olho e o cruzamento de olhares era o que precisava. Poucos segundos
depois ele me veio comentar sobre o som que estava muito alto. Não
poderia ser melhor o xaveco. Dizer o óbvio em uma festa é dizer:
¨Gostei de você, quer me beijar?¨. Respondi com certa naturalidade.
Uma segurança estranha havia se apoderado de mim, no fundo sei que se
a primeira impressão é boa no resto eu me garanto. Conversamos um
pouco, meus amigos foram embora. Do meio da pista fomos nos
aproximando da parede. Há quantos anos não sabia o que era uma parede!
Uma "deixa" e o beijo.
Que saudades de um beijo de verdade. Desses que tiram o fôlego, com
muita língua, muito molhado e muitos lábios. O conceito de beijar bem
já nem fazia parte da minha enciclopédia. Não sei porquê, depois de
ser gente grande me acostumei a ir quase que direto para a cama. Os
jovens não! Eles beijam! Nada de jantarzinho em restaurantes caros,
nada de me buscar em casa, nada de papo intelectualóide como
preliminares: eles beijam! E como é bom beijar em uma parede, ali bem
no meio de todo mundo fazendo inveja a quem já não beija mais.
Ainda lembro quando tinha 16 anos e ficava super sem jeito quando
diziam que eu beijava bem. Dessa vez não agüentei, precisava dizer!
Eram anos sem um beijo como aquele. ¨Nossa, que beijo gostoso¨! Acho
que ele ficou surpreso, me disse que queria haver dito o mesmo mas
ficou com medo de soar cafajeste. Talvez quando eu era jovem me diziam
isso por cafajestagem - naquele momento era a mais pura verdade. Não
lembrava de um beijo tão bom em minha vida. Poderia ficar ali por
horas a fio... mas os jovens beijam e vão. Para eles existem sempre
outras bocas a serem provadas... e o que me resta é procurar outros
jovens e outras bocas e outros beijos, porque o segundo nunca é tão
bom quanto o primeiro.
O METRÔ
Hoje havia decidido sair sozinha. Meu vestido novo pedia
exclusividade, queria apenas a minha companhia. No entanto, quando a
noite chega o medo e a insegurança me fazem desistir do meu plano
auto-suficiente. Olho minha lista de contatos e em um desespero de
falta de opções chamo o panaca que me pediu a famosa ¨chupadinha¨ no
meio da rua. Pensei que na pior das hipóteses conseguiria uns
beijinhos e daria uns emporrões. Doce engano achar que ele não tinha
planos, três festinhas marcadas e nenhum tempo para mim. Tive que
apelar para o unico mané disponivel, rezando para que ele aceitasse a
minha sugestão de lugar.
Saí de casa toda feliz com meu novo vestido. Não fazia frio e estava
meio chuvoso. No caminho lembrei que em um outro dia como esse, alguém
mais interessante me esperava no metrô. Deixei o pensamento passar com
os minutos e fui atrás do mané. Ele perguntou para onde eu queria ir e
eu prontamente cuspi a resposta: ¨Calle Huertas¨. Não pensei muito
antes de dizer mas incoscientemente sabia que naquela rua os bares
eram minimamente interessantes. Acabei no Populart para não arriscar. Não
tinha nem idéia do que ia rolar, mas algo bom tinha que ser. Enquanto
isso meu acompanhante reclamava do preço da cerveja e da média de
idade. Duas coisas que me fazem brochar: pão-durismo descarado e
imaturidade. Neste exato momento percebi que eu adoraria
realmente estar sozinha. A música era linda, um jazz super sensual em uma
voz feminina. Agradeci pelo silêncio pedido e pude degustar do local
comigo mesma. Infelizmente a boa vontade alheia durou pouco, o mané
não conseguiu se agüentar. Justo no momento mais bonito da noite veio
com o comentário: ¨Sabia que a Bruna surfistinha vai vir a Madrid para
uma noite de autógrafos? Você que anda com esse
povo artista, conhece ela?¨ Não convém comentar minha resposta, mas
pode-se dizer que não foi bonita. Dei graças a Deus pelo show acabar
logo. Apesar de ter adorado, não estava mais suportando uma pessoa ao
meu lado que não sabe o significado do silêncio.
Eram quase uma e meia da madrugada, me livrei do indivíduo e fui
correndo pegar o último metrô. Embora não houvesse ninguém me
esperando na última estação estava feliz por chegar ali. Apesar de ser
o lugar onde sou obrigada a conviver com meus pensamentos e que um dia
foi o símbolo do meu pânico, hoje lembro que pode ser também um bom
lugar para escrever uma linda canção ... espero um dia poder
escuta-la.
exclusividade, queria apenas a minha companhia. No entanto, quando a
noite chega o medo e a insegurança me fazem desistir do meu plano
auto-suficiente. Olho minha lista de contatos e em um desespero de
falta de opções chamo o panaca que me pediu a famosa ¨chupadinha¨ no
meio da rua. Pensei que na pior das hipóteses conseguiria uns
beijinhos e daria uns emporrões. Doce engano achar que ele não tinha
planos, três festinhas marcadas e nenhum tempo para mim. Tive que
apelar para o unico mané disponivel, rezando para que ele aceitasse a
minha sugestão de lugar.
Saí de casa toda feliz com meu novo vestido. Não fazia frio e estava
meio chuvoso. No caminho lembrei que em um outro dia como esse, alguém
mais interessante me esperava no metrô. Deixei o pensamento passar com
os minutos e fui atrás do mané. Ele perguntou para onde eu queria ir e
eu prontamente cuspi a resposta: ¨Calle Huertas¨. Não pensei muito
antes de dizer mas incoscientemente sabia que naquela rua os bares
eram minimamente interessantes. Acabei no Populart para não arriscar. Não
tinha nem idéia do que ia rolar, mas algo bom tinha que ser. Enquanto
isso meu acompanhante reclamava do preço da cerveja e da média de
idade. Duas coisas que me fazem brochar: pão-durismo descarado e
imaturidade. Neste exato momento percebi que eu adoraria
realmente estar sozinha. A música era linda, um jazz super sensual em uma
voz feminina. Agradeci pelo silêncio pedido e pude degustar do local
comigo mesma. Infelizmente a boa vontade alheia durou pouco, o mané
não conseguiu se agüentar. Justo no momento mais bonito da noite veio
com o comentário: ¨Sabia que a Bruna surfistinha vai vir a Madrid para
uma noite de autógrafos? Você que anda com esse
povo artista, conhece ela?¨ Não convém comentar minha resposta, mas
pode-se dizer que não foi bonita. Dei graças a Deus pelo show acabar
logo. Apesar de ter adorado, não estava mais suportando uma pessoa ao
meu lado que não sabe o significado do silêncio.
Eram quase uma e meia da madrugada, me livrei do indivíduo e fui
correndo pegar o último metrô. Embora não houvesse ninguém me
esperando na última estação estava feliz por chegar ali. Apesar de ser
o lugar onde sou obrigada a conviver com meus pensamentos e que um dia
foi o símbolo do meu pânico, hoje lembro que pode ser também um bom
lugar para escrever uma linda canção ... espero um dia poder
escuta-la.
REAL
Já passaram mais de dois meses desde a última vez que nos
vimos. Não sei bem por quê sua imagem tem aparecido na minha mente.
Talvez pela minha solitude, talvez por guardar boas lembranças, talvez
por ele ter deixado um gostinho de quero mais. Apesar da distância e
da falta de assunto resolvo dizer um olá virtual. Na verdade nem
esperava resposta no seu status de ausente e quando a recebo fico sem
saber o que dizer. Pergunto como está e tento contar o que tenho
feito. Trocamos arte e por ela entro um pouco no seu mundo. Percebo
que usamos a mesma lente e temos impressões muito parecidas do caos da
vida. Não consigo parar de me perguntar como pessoas assim passam por
mim e eu simplesmente deixo ir. Pego-me procurando clones quando eu
simplesmente poderia ter sido mais competente em não assustar o
original.
Que máscara é essa que uso e pareço tão ameaçadora? Mais uma vez
escrevendo sobre alguém que deixou seu gosto em minha boca e partiu
sem dizer adeus. Em que parte eu deixei desandar? O que será pior,
provar e perder ou morrer sem saber que gosto tem? As vezes tenho a
impressão que fui destinada a ter amostras de tudo que é bom, sem
nunca ter por completo. Ou quem sabe me especializei em idealizar
contos de fadas urbanos, com inícios reais e finais imaginários. Hoje
comprei meu vestido de princesa, com ele espero encontrar algo além de
um começo... quem sabe até um final, de preferência feliz.
vimos. Não sei bem por quê sua imagem tem aparecido na minha mente.
Talvez pela minha solitude, talvez por guardar boas lembranças, talvez
por ele ter deixado um gostinho de quero mais. Apesar da distância e
da falta de assunto resolvo dizer um olá virtual. Na verdade nem
esperava resposta no seu status de ausente e quando a recebo fico sem
saber o que dizer. Pergunto como está e tento contar o que tenho
feito. Trocamos arte e por ela entro um pouco no seu mundo. Percebo
que usamos a mesma lente e temos impressões muito parecidas do caos da
vida. Não consigo parar de me perguntar como pessoas assim passam por
mim e eu simplesmente deixo ir. Pego-me procurando clones quando eu
simplesmente poderia ter sido mais competente em não assustar o
original.
Que máscara é essa que uso e pareço tão ameaçadora? Mais uma vez
escrevendo sobre alguém que deixou seu gosto em minha boca e partiu
sem dizer adeus. Em que parte eu deixei desandar? O que será pior,
provar e perder ou morrer sem saber que gosto tem? As vezes tenho a
impressão que fui destinada a ter amostras de tudo que é bom, sem
nunca ter por completo. Ou quem sabe me especializei em idealizar
contos de fadas urbanos, com inícios reais e finais imaginários. Hoje
comprei meu vestido de princesa, com ele espero encontrar algo além de
um começo... quem sabe até um final, de preferência feliz.
QUEM É VOCÊ?
Quem é você que apareceu assim sem pedir licença? Que confundiu minha
vida justamente quando estava mais organizada. Que me fez perceber que
eu quero à alguém além de mim mesma. Que me faz pensar oniricamente e
sonhar com obras de arte. Você que me molha com sua voz as duas da
manhã. Que me inspira a criar e me completa. Que me sente por
telepatia e me prova em palavras.
Quem diabos é você que nem é real e me atormenta tanto? Que insiste em
me encontrar no meio da rua mesmo com um oceano de distância. Que
entra na minha caminha apertada enquanto eu durmo e não me deixa
acordar. Meu gosto já tem gosto de você e eu nem sei que gosto você
tem. Deixa-me provar, que eu preciso de você pra me conhecer melhor.
vida justamente quando estava mais organizada. Que me fez perceber que
eu quero à alguém além de mim mesma. Que me faz pensar oniricamente e
sonhar com obras de arte. Você que me molha com sua voz as duas da
manhã. Que me inspira a criar e me completa. Que me sente por
telepatia e me prova em palavras.
Quem diabos é você que nem é real e me atormenta tanto? Que insiste em
me encontrar no meio da rua mesmo com um oceano de distância. Que
entra na minha caminha apertada enquanto eu durmo e não me deixa
acordar. Meu gosto já tem gosto de você e eu nem sei que gosto você
tem. Deixa-me provar, que eu preciso de você pra me conhecer melhor.
martes, 20 de febrero de 2007
A VOLTA
Tens certeza que queres voltar? Me deixastes porque não me
entendias e creio que hoje me entendes todavia menos. Se quando
estavamos juntos eu era louca, hoje sou mais ainda. Hoje creio que
esta dita loucura é meu dom, meu maior presente. Tens certeza que
queres voltar? Vais suportar meus surtos criativos, sumiços
inesperados e picos de humor? Vais conseguir aguentar minhas mundanças
de opiniões e incertezas quanto ao meu querer? Vais cuidar do que eu
não cuido sem me culpar por isso? Vais me querer sendo um e aceitar
que as vezes eu não sou sua?
Não sei se quero voltar... Ainda te amo, sempre te amei, mas não sei
se é este amor que preciso para estarmos juntos. Ao teu lado me amei
menos, me podei mais, fui menos feliz. Ao teu lado queria ser normal e
cumprir normas está contra a minha natureza. Tens certeza que queres
voltar? E se eu acordo com vontade de patinar descalça no gelo, me
acompanhas? E se eu tiver com vontade de visitar um hospital você me
leva? E não vai ter ciúmes das minhas fotos mais provocativas? E se eu
te ligar da França depois de ter saído para comprar pão, cuidas de
nossos filhos? Ou nossos cachorros...
Não sei se quero voltar... Não sei se quero que voltes... A chave
está embaixo da porta, certas coisas não mudaram, só as importantes...
entendias e creio que hoje me entendes todavia menos. Se quando
estavamos juntos eu era louca, hoje sou mais ainda. Hoje creio que
esta dita loucura é meu dom, meu maior presente. Tens certeza que
queres voltar? Vais suportar meus surtos criativos, sumiços
inesperados e picos de humor? Vais conseguir aguentar minhas mundanças
de opiniões e incertezas quanto ao meu querer? Vais cuidar do que eu
não cuido sem me culpar por isso? Vais me querer sendo um e aceitar
que as vezes eu não sou sua?
Não sei se quero voltar... Ainda te amo, sempre te amei, mas não sei
se é este amor que preciso para estarmos juntos. Ao teu lado me amei
menos, me podei mais, fui menos feliz. Ao teu lado queria ser normal e
cumprir normas está contra a minha natureza. Tens certeza que queres
voltar? E se eu acordo com vontade de patinar descalça no gelo, me
acompanhas? E se eu tiver com vontade de visitar um hospital você me
leva? E não vai ter ciúmes das minhas fotos mais provocativas? E se eu
te ligar da França depois de ter saído para comprar pão, cuidas de
nossos filhos? Ou nossos cachorros...
Não sei se quero voltar... Não sei se quero que voltes... A chave
está embaixo da porta, certas coisas não mudaram, só as importantes...
ARIS
Um sorriso enorme! Era seu aniversário e ao ver os brigadeiros
não poderia fazer outra coisa que não sorrir. Fomos a um lugar mágico
e o sol brilhava. O calor de seus raios contrastava com o frio da
relva em que deitamos. Tudo estaria perfeito se não fosse pelo
constrangimento em manter-nos calados. O momento pedia silêncio, mas
ele não conseguia perdurar por mais que alguns segundos. O nervosismo
e falta de cumplicidade nos deixavam falando como loucos, assuntos
claramentes desinteressantes. Queriamos essa paz, queriamos falar além
das palavras, mas não conseguimos.
Ao tomar um café mais uma surpresa. O que parecia uma simples biboca,
resultou em um recinto cheio de insinuações do destino. Um bar vazio,
um aglomerado de camas em volta de mesas de chá. A luz entrava por
janelas e as sombras simétricas se projetavam sobre nossos rostos.
Estavamos deitados sem mais nada que fazer, sem mais nada que falar. A
tensão mais uma vez nos tirou a perfeição do momento. Não conseguimos
calar, não conseguimos olhar-nos nos olhos, não conseguimos tocar-nos
com o carinho. Duas horas nesta posição e já não tinhamos mais assunto
por menos interessante que fosse. Voltamos o longo caminho à casa. O
sol já baixava e a luz cálida do entardecer nos deixava minimamente
calados. O caminhar nos ocupava.
O convite para comer foi inevitável, mas ao mesmo tempo
desconfortável. No fundo estávamos cansados de nós mesmos. Fomos ao
seu apartamento e mais uma situação incômoda. O conflito entre nossa
vontade instintiva e o socialmente correto me deixava cada vez mais
tensa e uma dor de cabeça infernal começou a tomar conta de mim.
Quando finalmente me despedi seu alívio foi evidente. A falsa
afinidade de interesses nos une como grandes amigos, mas no fundo,
tanto eu como ele, sabemos que o lugar de sua boca é arrancando a
minha calcinha com os dentes.
não poderia fazer outra coisa que não sorrir. Fomos a um lugar mágico
e o sol brilhava. O calor de seus raios contrastava com o frio da
relva em que deitamos. Tudo estaria perfeito se não fosse pelo
constrangimento em manter-nos calados. O momento pedia silêncio, mas
ele não conseguia perdurar por mais que alguns segundos. O nervosismo
e falta de cumplicidade nos deixavam falando como loucos, assuntos
claramentes desinteressantes. Queriamos essa paz, queriamos falar além
das palavras, mas não conseguimos.
Ao tomar um café mais uma surpresa. O que parecia uma simples biboca,
resultou em um recinto cheio de insinuações do destino. Um bar vazio,
um aglomerado de camas em volta de mesas de chá. A luz entrava por
janelas e as sombras simétricas se projetavam sobre nossos rostos.
Estavamos deitados sem mais nada que fazer, sem mais nada que falar. A
tensão mais uma vez nos tirou a perfeição do momento. Não conseguimos
calar, não conseguimos olhar-nos nos olhos, não conseguimos tocar-nos
com o carinho. Duas horas nesta posição e já não tinhamos mais assunto
por menos interessante que fosse. Voltamos o longo caminho à casa. O
sol já baixava e a luz cálida do entardecer nos deixava minimamente
calados. O caminhar nos ocupava.
O convite para comer foi inevitável, mas ao mesmo tempo
desconfortável. No fundo estávamos cansados de nós mesmos. Fomos ao
seu apartamento e mais uma situação incômoda. O conflito entre nossa
vontade instintiva e o socialmente correto me deixava cada vez mais
tensa e uma dor de cabeça infernal começou a tomar conta de mim.
Quando finalmente me despedi seu alívio foi evidente. A falsa
afinidade de interesses nos une como grandes amigos, mas no fundo,
tanto eu como ele, sabemos que o lugar de sua boca é arrancando a
minha calcinha com os dentes.
GAME STARTED
Ligar assim que recebeu meu número perguntando se tenho planos para hoje: +1.
Aceitar ir a um concerto de jazz porque adora: +1
Mandar eu dar um perdido e me ligar de volta para eu não gastar ligação: +1
Estar na Espanha fazendo um curso de engenharia de audio: +2
Sorriso lindo: +3
Barriga tanquinho: +2 (ultimamente isso tem sido importante)
Fumar maconha regularmente: -1
Não usar nenhuma outra droga: +1
Ter surtado aos vinte e poucos anos: +3
Não ter surtado o suficiente: -1
Fumar: +1 (odeio gente que me reprime)
Fumar muito: -2 (não gosto do cheiro)
Ser gatinho: +1 (isso não é tão importante, mas ajuda)
Ter 22 anos: +1 (ando meio papa anjo)
Ter a maturidade dos 22 anos: -2
Ter vivido no Rio e saber bem soltar um xaveco carioca: +1
Ter 3 horas de papo antes do show começar: +1
Me beijar na primeira encarada: +3
Me levar para uma parede: +2
Beijar muito bem: +5
Abrir o ziper nos primeiros 5 minutos no meio da rua: -3
Ter uma pegada forte: +2
Sentir o show de jazz: +1
Tocar gaita: +1
Me oferecer uma bebida: +1
Fazer uma massagem nos meus ombros: +3 (ponto fraco)
Me levar para rua para dar uns beijos depois do show: +1
Continuar na rua: -2 (pegação em público tem limite)
Puxar meu cabelo muito forte: -1 (depois do formol eles estão fraquinhos)
Mão boba: +1
Mão sem noção: -3
Ficar com cara de bunda como se eu tivesse obrigação de ceder a tudo: -3
Comentar de outras mulheres: -4 (não pretendo me ser a única, mas dá
pra fingir pelo menos enquanto está comigo?)
Pedir uma ¨chupadinha¨ na privacidade de uma porta de garagem: PEN
PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN
GAME OVER
¨Meu amor, tenho que ir embora, amanhã acordo cedo para ver desenho animado.¨
Aceitar ir a um concerto de jazz porque adora: +1
Mandar eu dar um perdido e me ligar de volta para eu não gastar ligação: +1
Estar na Espanha fazendo um curso de engenharia de audio: +2
Sorriso lindo: +3
Barriga tanquinho: +2 (ultimamente isso tem sido importante)
Fumar maconha regularmente: -1
Não usar nenhuma outra droga: +1
Ter surtado aos vinte e poucos anos: +3
Não ter surtado o suficiente: -1
Fumar: +1 (odeio gente que me reprime)
Fumar muito: -2 (não gosto do cheiro)
Ser gatinho: +1 (isso não é tão importante, mas ajuda)
Ter 22 anos: +1 (ando meio papa anjo)
Ter a maturidade dos 22 anos: -2
Ter vivido no Rio e saber bem soltar um xaveco carioca: +1
Ter 3 horas de papo antes do show começar: +1
Me beijar na primeira encarada: +3
Me levar para uma parede: +2
Beijar muito bem: +5
Abrir o ziper nos primeiros 5 minutos no meio da rua: -3
Ter uma pegada forte: +2
Sentir o show de jazz: +1
Tocar gaita: +1
Me oferecer uma bebida: +1
Fazer uma massagem nos meus ombros: +3 (ponto fraco)
Me levar para rua para dar uns beijos depois do show: +1
Continuar na rua: -2 (pegação em público tem limite)
Puxar meu cabelo muito forte: -1 (depois do formol eles estão fraquinhos)
Mão boba: +1
Mão sem noção: -3
Ficar com cara de bunda como se eu tivesse obrigação de ceder a tudo: -3
Comentar de outras mulheres: -4 (não pretendo me ser a única, mas dá
pra fingir pelo menos enquanto está comigo?)
Pedir uma ¨chupadinha¨ na privacidade de uma porta de garagem: PEN
PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN PEN
GAME OVER
¨Meu amor, tenho que ir embora, amanhã acordo cedo para ver desenho animado.¨
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