A luz forte pela fresta da janela me acordou. Devia ser tarde.
Não sabia a hora, onde estava, muito menos o que havia feito na noite anterior.
Meu corpo nu se envolvia perfeitamente em lençóis brancos e eu me deliciava com o contato entre a minha pele e o algodão.
Era meu quarto e ele ainda cheirava a sexo. No travesseiro um perfume estranho se misturava com o cheiro de balada dos meus cabelos.
Estava muito bom para levantar, fiquei mais alguns minutos espreguiçando e tentando lembrar o que aconteceu.
Nada me veio a cabeça, mas estranhamente não sentia nenhum desespero nisso.
O clima estava agradável, meus edredons tornavam minha cama um ninho impossível de sair.
Espreguiçar... abraçar meus travesseiros... esses embaços ao acordar são impagáveis.
Naquele dia ainda mais...
Pelas minhas contas devia ser sábado e pelo silencio, os vizinhos deviam estar de férias.
A sede era o único incomodo, minha boca seca, ainda com o gosto da cerveja.
Com muita preguiça peguei a calcinha no chão e a camiseta jogada na cadeira.
Olhei no espelho e apesar do resto de maquiagem borrada não tinha olheiras, acho que dormi bastante.
Finalmente saí do quarto, e na sala o encontrei vendo tv com um copo de coca-cola na mão.
Sorri envergonhada...
¨Você é ainda mais bonita quando acorda¨
martes, 23 de diciembre de 2008
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