Deverias estar aqui ajudando-me a construir o mundo.
Estou dirigindo na neblina, não vejo nada, desacelerei para não chegar
logo onde eu não conheço.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Estás tão perto, cheirinho de sabonete.
Tão bom te ver, mas por que está custando tanto teu sorriso?
Estou esperando a próxima volta da roda-gigante.
É grande?
Irregular, como uma montanha-russa.
Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me...
Deixa eu passar por essa cortina, pular nas tuas costas, te encher de beijinhos.
Sleep on the floor...
Sou o prémio que você já conquistou várias vezes e nunca veio buscar,
só estou esperando o dia de ser levada para casa.
Park that car...
Medos e raiva buscando um colo.
Drop that phone...
Saudade.
Dream about me...
sábado, 20 de octubre de 2007
WHEN YOU WAKE UP
La realidad muchas veces se torna aburrida y cuando esto me
pasa, vivo el sueño.
Sabia que eu sonho em te encontrar?
Mesmo?
Mesmo...
I´ll meet you on the other side.
Estou aqui, esperando você acordar.
Vem escutar minha voz, sentir meu cheiro, meu gosto... além da teoria.
Ninguém mexe tanto comigo quanto você.
Let me bother you...
I´m all yours.
pasa, vivo el sueño.
Sabia que eu sonho em te encontrar?
Mesmo?
Mesmo...
I´ll meet you on the other side.
Estou aqui, esperando você acordar.
Vem escutar minha voz, sentir meu cheiro, meu gosto... além da teoria.
Ninguém mexe tanto comigo quanto você.
Let me bother you...
I´m all yours.
LOST
E agora? Direita ou esquerda?
Nunca estive tão lost!
Would you mind of not giving me an option? Just tell me what to do.
Ela viveu como foi ensinada, seguiu todos os passos estabelecidos e
agora espera o dia da rotina. O tempo passou rápido e os caminhos
andados parecem os errados, o lugar prometido nunca chegou e cada dia
existem mais bifurcações.
Have you ever felt with no home? When the house you live in is not
yours, and the one you´ve grown up in is not any more?
Estou te esperando no chão, vou subir na sua roda-gigante e acompanhar
teus altos e baixos.
Me deixas flutuar em um copo de água limpa?
Coloque os sapatos mágicos e bata três vezes os calcanhares... é hora
de acordar.
Nunca estive tão lost!
Would you mind of not giving me an option? Just tell me what to do.
Ela viveu como foi ensinada, seguiu todos os passos estabelecidos e
agora espera o dia da rotina. O tempo passou rápido e os caminhos
andados parecem os errados, o lugar prometido nunca chegou e cada dia
existem mais bifurcações.
Have you ever felt with no home? When the house you live in is not
yours, and the one you´ve grown up in is not any more?
Estou te esperando no chão, vou subir na sua roda-gigante e acompanhar
teus altos e baixos.
Me deixas flutuar em um copo de água limpa?
Coloque os sapatos mágicos e bata três vezes os calcanhares... é hora
de acordar.
DOMINGO POR LA MAÑANA
Deixa-me encantar-te de novo.
Superman
Menina linda...
Você parece não precisar de nada.
Eu não preciso mas ainda quero, a ti.
Alguma coisa mais que eu não conheça? Outros piercings, tatoos,
cicatrizes...
No piercings, no tatoos and the only scar I had, was in the
heart... but now it´s gone.
Eu quase não acredito nele, mas adoro ouvir suas mentiras.
Nunca uma saia de bolinhas foi tão sexy...
Uma saia de bolinhas pode ser ainda mais sexy.
Foi beber água e me deixou.
Será que ele vai conseguir me surpreender um dia?
Não quero dormir, tenho medo de acordar e não ser real.
Sentrirás meus cabelos durante a noite...
Superman
Menina linda...
Você parece não precisar de nada.
Eu não preciso mas ainda quero, a ti.
Alguma coisa mais que eu não conheça? Outros piercings, tatoos,
cicatrizes...
No piercings, no tatoos and the only scar I had, was in the
heart... but now it´s gone.
Eu quase não acredito nele, mas adoro ouvir suas mentiras.
Nunca uma saia de bolinhas foi tão sexy...
Uma saia de bolinhas pode ser ainda mais sexy.
Foi beber água e me deixou.
Será que ele vai conseguir me surpreender um dia?
Não quero dormir, tenho medo de acordar e não ser real.
Sentrirás meus cabelos durante a noite...
lunes, 12 de marzo de 2007
STÉPHANE
Eu me apaixonei por ele porque ele faz coisas com as mãos,
porque ele tem essa conexão especial entre as idéias e os dedos.
I would like to go back in time. To the second I thought he was
insecure and lonelly and needed someone just like me. Now I know he
doesn´t need me.
Ele tem medo de se ferir e fere aos outros achando que assim não
fere a si mesmo mas acaba se ferindo ainda mais.
You would feel rejected even if I said that I love you, what do you
want me to do?
I want you to touch my hair.
Você não termina nada do que faz! Onde está o seu barco?
Hi I´m your neighbor, by the way, can you give me your friend´s
phone number?
Você pode falar comigo só mais um pouco, até eu dormir?
Are you there?
Un, deux, trois...
porque ele tem essa conexão especial entre as idéias e os dedos.
I would like to go back in time. To the second I thought he was
insecure and lonelly and needed someone just like me. Now I know he
doesn´t need me.
Ele tem medo de se ferir e fere aos outros achando que assim não
fere a si mesmo mas acaba se ferindo ainda mais.
You would feel rejected even if I said that I love you, what do you
want me to do?
I want you to touch my hair.
Você não termina nada do que faz! Onde está o seu barco?
Hi I´m your neighbor, by the way, can you give me your friend´s
phone number?
Você pode falar comigo só mais um pouco, até eu dormir?
Are you there?
Un, deux, trois...
OS JOVENS BEIJAM
Jogos de olhares. O sorriso sai tímido e ao mesmo tempo sedutor. Até a
aproximação final, um frio na barriga e muita mexida no cabelo. Será
que eu estou dançando direitinho? É ele mesmo quem está justo aqui
atrás? Olho e o cruzamento de olhares era o que precisava. Poucos segundos
depois ele me veio comentar sobre o som que estava muito alto. Não
poderia ser melhor o xaveco. Dizer o óbvio em uma festa é dizer:
¨Gostei de você, quer me beijar?¨. Respondi com certa naturalidade.
Uma segurança estranha havia se apoderado de mim, no fundo sei que se
a primeira impressão é boa no resto eu me garanto. Conversamos um
pouco, meus amigos foram embora. Do meio da pista fomos nos
aproximando da parede. Há quantos anos não sabia o que era uma parede!
Uma "deixa" e o beijo.
Que saudades de um beijo de verdade. Desses que tiram o fôlego, com
muita língua, muito molhado e muitos lábios. O conceito de beijar bem
já nem fazia parte da minha enciclopédia. Não sei porquê, depois de
ser gente grande me acostumei a ir quase que direto para a cama. Os
jovens não! Eles beijam! Nada de jantarzinho em restaurantes caros,
nada de me buscar em casa, nada de papo intelectualóide como
preliminares: eles beijam! E como é bom beijar em uma parede, ali bem
no meio de todo mundo fazendo inveja a quem já não beija mais.
Ainda lembro quando tinha 16 anos e ficava super sem jeito quando
diziam que eu beijava bem. Dessa vez não agüentei, precisava dizer!
Eram anos sem um beijo como aquele. ¨Nossa, que beijo gostoso¨! Acho
que ele ficou surpreso, me disse que queria haver dito o mesmo mas
ficou com medo de soar cafajeste. Talvez quando eu era jovem me diziam
isso por cafajestagem - naquele momento era a mais pura verdade. Não
lembrava de um beijo tão bom em minha vida. Poderia ficar ali por
horas a fio... mas os jovens beijam e vão. Para eles existem sempre
outras bocas a serem provadas... e o que me resta é procurar outros
jovens e outras bocas e outros beijos, porque o segundo nunca é tão
bom quanto o primeiro.
aproximação final, um frio na barriga e muita mexida no cabelo. Será
que eu estou dançando direitinho? É ele mesmo quem está justo aqui
atrás? Olho e o cruzamento de olhares era o que precisava. Poucos segundos
depois ele me veio comentar sobre o som que estava muito alto. Não
poderia ser melhor o xaveco. Dizer o óbvio em uma festa é dizer:
¨Gostei de você, quer me beijar?¨. Respondi com certa naturalidade.
Uma segurança estranha havia se apoderado de mim, no fundo sei que se
a primeira impressão é boa no resto eu me garanto. Conversamos um
pouco, meus amigos foram embora. Do meio da pista fomos nos
aproximando da parede. Há quantos anos não sabia o que era uma parede!
Uma "deixa" e o beijo.
Que saudades de um beijo de verdade. Desses que tiram o fôlego, com
muita língua, muito molhado e muitos lábios. O conceito de beijar bem
já nem fazia parte da minha enciclopédia. Não sei porquê, depois de
ser gente grande me acostumei a ir quase que direto para a cama. Os
jovens não! Eles beijam! Nada de jantarzinho em restaurantes caros,
nada de me buscar em casa, nada de papo intelectualóide como
preliminares: eles beijam! E como é bom beijar em uma parede, ali bem
no meio de todo mundo fazendo inveja a quem já não beija mais.
Ainda lembro quando tinha 16 anos e ficava super sem jeito quando
diziam que eu beijava bem. Dessa vez não agüentei, precisava dizer!
Eram anos sem um beijo como aquele. ¨Nossa, que beijo gostoso¨! Acho
que ele ficou surpreso, me disse que queria haver dito o mesmo mas
ficou com medo de soar cafajeste. Talvez quando eu era jovem me diziam
isso por cafajestagem - naquele momento era a mais pura verdade. Não
lembrava de um beijo tão bom em minha vida. Poderia ficar ali por
horas a fio... mas os jovens beijam e vão. Para eles existem sempre
outras bocas a serem provadas... e o que me resta é procurar outros
jovens e outras bocas e outros beijos, porque o segundo nunca é tão
bom quanto o primeiro.
O METRÔ
Hoje havia decidido sair sozinha. Meu vestido novo pedia
exclusividade, queria apenas a minha companhia. No entanto, quando a
noite chega o medo e a insegurança me fazem desistir do meu plano
auto-suficiente. Olho minha lista de contatos e em um desespero de
falta de opções chamo o panaca que me pediu a famosa ¨chupadinha¨ no
meio da rua. Pensei que na pior das hipóteses conseguiria uns
beijinhos e daria uns emporrões. Doce engano achar que ele não tinha
planos, três festinhas marcadas e nenhum tempo para mim. Tive que
apelar para o unico mané disponivel, rezando para que ele aceitasse a
minha sugestão de lugar.
Saí de casa toda feliz com meu novo vestido. Não fazia frio e estava
meio chuvoso. No caminho lembrei que em um outro dia como esse, alguém
mais interessante me esperava no metrô. Deixei o pensamento passar com
os minutos e fui atrás do mané. Ele perguntou para onde eu queria ir e
eu prontamente cuspi a resposta: ¨Calle Huertas¨. Não pensei muito
antes de dizer mas incoscientemente sabia que naquela rua os bares
eram minimamente interessantes. Acabei no Populart para não arriscar. Não
tinha nem idéia do que ia rolar, mas algo bom tinha que ser. Enquanto
isso meu acompanhante reclamava do preço da cerveja e da média de
idade. Duas coisas que me fazem brochar: pão-durismo descarado e
imaturidade. Neste exato momento percebi que eu adoraria
realmente estar sozinha. A música era linda, um jazz super sensual em uma
voz feminina. Agradeci pelo silêncio pedido e pude degustar do local
comigo mesma. Infelizmente a boa vontade alheia durou pouco, o mané
não conseguiu se agüentar. Justo no momento mais bonito da noite veio
com o comentário: ¨Sabia que a Bruna surfistinha vai vir a Madrid para
uma noite de autógrafos? Você que anda com esse
povo artista, conhece ela?¨ Não convém comentar minha resposta, mas
pode-se dizer que não foi bonita. Dei graças a Deus pelo show acabar
logo. Apesar de ter adorado, não estava mais suportando uma pessoa ao
meu lado que não sabe o significado do silêncio.
Eram quase uma e meia da madrugada, me livrei do indivíduo e fui
correndo pegar o último metrô. Embora não houvesse ninguém me
esperando na última estação estava feliz por chegar ali. Apesar de ser
o lugar onde sou obrigada a conviver com meus pensamentos e que um dia
foi o símbolo do meu pânico, hoje lembro que pode ser também um bom
lugar para escrever uma linda canção ... espero um dia poder
escuta-la.
exclusividade, queria apenas a minha companhia. No entanto, quando a
noite chega o medo e a insegurança me fazem desistir do meu plano
auto-suficiente. Olho minha lista de contatos e em um desespero de
falta de opções chamo o panaca que me pediu a famosa ¨chupadinha¨ no
meio da rua. Pensei que na pior das hipóteses conseguiria uns
beijinhos e daria uns emporrões. Doce engano achar que ele não tinha
planos, três festinhas marcadas e nenhum tempo para mim. Tive que
apelar para o unico mané disponivel, rezando para que ele aceitasse a
minha sugestão de lugar.
Saí de casa toda feliz com meu novo vestido. Não fazia frio e estava
meio chuvoso. No caminho lembrei que em um outro dia como esse, alguém
mais interessante me esperava no metrô. Deixei o pensamento passar com
os minutos e fui atrás do mané. Ele perguntou para onde eu queria ir e
eu prontamente cuspi a resposta: ¨Calle Huertas¨. Não pensei muito
antes de dizer mas incoscientemente sabia que naquela rua os bares
eram minimamente interessantes. Acabei no Populart para não arriscar. Não
tinha nem idéia do que ia rolar, mas algo bom tinha que ser. Enquanto
isso meu acompanhante reclamava do preço da cerveja e da média de
idade. Duas coisas que me fazem brochar: pão-durismo descarado e
imaturidade. Neste exato momento percebi que eu adoraria
realmente estar sozinha. A música era linda, um jazz super sensual em uma
voz feminina. Agradeci pelo silêncio pedido e pude degustar do local
comigo mesma. Infelizmente a boa vontade alheia durou pouco, o mané
não conseguiu se agüentar. Justo no momento mais bonito da noite veio
com o comentário: ¨Sabia que a Bruna surfistinha vai vir a Madrid para
uma noite de autógrafos? Você que anda com esse
povo artista, conhece ela?¨ Não convém comentar minha resposta, mas
pode-se dizer que não foi bonita. Dei graças a Deus pelo show acabar
logo. Apesar de ter adorado, não estava mais suportando uma pessoa ao
meu lado que não sabe o significado do silêncio.
Eram quase uma e meia da madrugada, me livrei do indivíduo e fui
correndo pegar o último metrô. Embora não houvesse ninguém me
esperando na última estação estava feliz por chegar ali. Apesar de ser
o lugar onde sou obrigada a conviver com meus pensamentos e que um dia
foi o símbolo do meu pânico, hoje lembro que pode ser também um bom
lugar para escrever uma linda canção ... espero um dia poder
escuta-la.
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